26 de abril de 2020

Marcos 16.14-18

A Fé Que Vence  
(Culto da Noite – Abril 2020 – IP Tatuapé)
Marcos 16.14-18

Introdução
João escreveu em sua Primeira Carta:
E esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão, aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? (1 João 5.5-4).
Os cristãos do Primeiro Século enfrentaram o desafio de serem provados em sua fé. Eles tiveram de vencer uma sociedade inteira que os odiava, os perseguia, os maltratava e considerava a sua fé como algo de loucos, gente sem valor. Eles viveram sua fé em catacumbas e o desafio não era somente sobreviver, mas fazer viva dentro de si mesmos a sua confiança em esperança em Cristo Jesus. Este era o seu desafio. 
João, dentro deste contexto propõe que eles reflitam sobre a sua profunda luta e lhes indica o único caminho: continuar a confiar em Cristo Jesus e deixar que sua esperança em Cristo seja o seu único conforto. 
Aqui em Marcos, estamos novamente falando disto, mas, agora, não o evangelista está falando, senão o próprio Cristo. Está reunido com seus discípulos, inclusive João, e dizendo a eles, que se cressem, isto os faria vitoriosos sobre o Maligno.
Este é um ponto que precisamos visitar a respeito de quem somos e o que desejamos na Caminhada Com Cristo. Somos os que professaram CRER EM CRISTO. Nossa derrota não virá pelas mãos do inimigo simplesmente, mas pelo nosso coração, quando deixarmos de considerar nossa CONFISSÃO  e dermos ao mundo maior credibilidade que a Cristo. 
O caminho que Ele nos propôs é espinhoso, mas é a riqueza da sua graça que nos manterá em pé, neste caminho e só experimentaremos a nossa vitória, quando, por fé, vivenciarmos cada instante. É dessa fé que este texto nos fala: A VÉ QUE VENCE O MUNDO  e é desta fé que precisamos para que nossa jornada aqui seja de fato bem-aventurada. 
Nestes poucos versos, quero falar sobre esta FÉ QUE VENCE e sobre como ela é construída em nossa mente. Quero tomar as palavras de Marcos, apresentando a Palavra de Jesus e propor, a todos que pensem sobre o que essa fé provocou naqueles primeiros discípulos e pode também provocar em nós, nessa geração. 
O mundo precisa, e não sabe, que os crentes realmente creiam no seu Cristo e vivam a sua fé. Sem este tipo de homem no mundo, tudo está perdido, porque o vazio que é o mundo sem Cristo é assustador. Pois quando os homens pararem de ter esperança, pararão de ter vida também. Somos os candeeiros deste mundo e a nossa luz é a única ponta de verdadeira esperança real que existe por aqui. 




A Fé Que Vence 
Vence a Própria Incredulidade 

Para Marcos, o maior inimigo da Igreja dos seus dias não era simplesmente Satanás ou os demônios todos. Para Marcos, a Igreja teria de primeiramente vencer a própria incredulidade do seu coração. Os crentes precisam enfrentar o problema de sua própria incredulidade e dificuldade para seguir com fé a caminhada cristã. 
Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado (Marcos 16.14).
Os evangelistas lidaram com este problema e, em particular, Lucas e Marcos, enfatizaram no texto o processo de incredulidade que havia se instalado no coração dos próprios discípulos. 
Finalmente apareceu Jesus aos onze quando estavam à mesa – Marcos estabelece uma narrativa conclusiva, ou seja, ele demonstra com isso que o seu relato da ressurreição continua. A maravilha da ressurreição é relatada por Marcos com o propósito de mostrar que a ressurreição, embora seja um fato que em si só tenha muito significado, ela aconteceu para que o coração dos fiéis fosse exercitado por ela. Paulo, em Efésios 1.15ss, ora a Deus com a intenção de que o coração dos crentes seja iluminado para que conheçam o poder daquele que RESSUSCITOU CRISTO DOS MORTOS e o tornou SENHOR SOBRE TODAS AS COISAS. 
Censurou-lhes (oneidizoh) a incredulidade (apistiah) e dureza de coração (esclerokardia) – o verbo grego “oneidizoh” é forte, implica em uma censura severa, uma verdadeira detratação, acusação contra o caráter de sua fé. Ele não lhes chama de crentes imaturos, mas de descrentes, ele lhes acusa de terem um coração que não cumpre mais a sua função, enrijecido e incapaz de irrigar as veias da fé. Sua mente estava endurecida como pedra. 
Porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado – seria o trabalho deles para toda a vida: pregar o Cristo e este ressurreto e eles próprios não estava vivendo aquilo pelo que clamariam ao mundo que vivesse. Eles não estavam crendo naquilo que seria a sua missão. 
Irmãos este é um ponto muito sério para a construção de uma fé que vence, ela precisa atuar primeiramente limpando os recônditos de nossa própria vida incrédula. A incredulidade mata a alma e o corpo do homem. A incredulidade impede que a nossa fé flua nos sistemas de nossa vida e irrigue a nossa esperança. Sem esperança a nossa força embota e ficamos doentes, nossa alma adoece.
De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de deus creia que ele existe e que se torna o galardoador dos que o buscam (Hebreus 1.6). 
Mas eu esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado (1 Coríntios 9.27). 
Não se esqueça, a vitória do soldado começa em ele próprio crer nela. Você precisa voltar a crer em Cristo, voltar a crer no seu amor, voltar a crer na sua Palavra e a viver essa fé que vence o mundo. Com Cristo, nada poderá resistir a força que fluirá em suas veias, nada será grande o suficiente para vencer o seu coração. 


A Fé Que Vence
Enfrenta a Incredulidade de Outros 

Depois de lhes haver censurado fortemente, quando à sua fraqueza, Jesus lhes propõe o maior desafio da fé: ANUNCIAR A CRISTO A TODO O MUNDO. Veja, uma vez que eles perceberam o seu próprio coração incrédulo e esclerosado, agora, Cristo lhes propõe o trabalho como terapia espiritual. 
E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado (Marcos 16.15-16). 
Dois lados da mesma moeda são apresentados aqui. A moeda se chama Evangelho e ela tem duas faces: a salvação e a condenação. Paulo disse: cheiro de vida e cheiro de morte. Os discípulos não sabiam quem estaria de um lado ou de outro desta moeda, o que eles deveriam fazer é vencer a si mesmos e lutar para vencer a incredulidade que estava no mundo inteiro e no coração de outros homens e mulheres. 
Todos sabemos que o Evangelho é a mensagem da salvação, mas é tão difícil vencer a barreiras da incredulidade que se levantam nos corações. Os discípulos treinariam a sua fé, lutando contra essas barreiras. 
Ide (poreohmai) por todo o mundo (kosmon) – primeiro, esse treinamento é abrangente. O dever não era seletivo e o espaço não era reduzido. Jesus lhes propõe algo absolutamente grandioso: o mundo. Jesus lhes dá uma missão grandiosa de ir a todo o lugar que pertence a Deus, anunciando que o Senhor em Cristo está realizando uma nova Criação, um novo modo de vida, uma nova perspectiva. O verbo “poreohmai”, é um tempo verbal que na língua portuguesa não temos um similar direto, ao menos eu não conheço, o aoristo particípio passivo: ser conduzido a ir enquanto vai... é um modo estranho de eu te dizer o que significa: ir o tempo todo enquanto vai. OU seja, essa missão é contínua e abrangente. O crer é um treino constante e o tempo todo, encontraremos incredulidades a serem vencidas em todo o mundo. 
Os dois lados: quem crer e quem não crer – veja a questão aqui não é que eu seja ou não responsável pela salvação das pessoas. Eu e você somos instrumentos, mas devemos desejar vencer a sua incredulidade. Jesus promete que pessoas crerão, mas também diz que pessoas não crerão. Os que crerem, aderirão ao nosso caminho e serão batizados, isto é, serão também conduzidos a ir, isso lhes mostrará e lhes fará crescer na fé. O Evangelho operará e levará muitas pessoas a vencerem a própria incredulidade e eles se levantarão para seguir INDO CONOSCO. 
Este é um ponto que talvez você tenha negligenciado na construção de uma fé que vence, que é o treinamento no caminho do Evangelho. O Evangelho é o que realmente importa e nós somos seus servos, mas enquanto pregamos e vivemos a nossa fé, este caminhar retroalimenta a nós mesmos e somos tomados mais poderosamente pela firmeza em Cristo.


A Fé que Vence
Vence Todas as Barreiras Contra a Própria Fé

Sem dúvida alguma o mundo não receberá o Evangelho sem impor sobre nós as barreiras e dificuldades. Jesus fala a seus discípulos em termos de diversos tipos de barreiras da incredulidade contra o Evangelho. O que ele diz é que um poder espiritual estará com eles diante destas dificuldades e que, portanto, deveriam ser manter firmes na sua fé.
Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos eles ficarão curados (Marcos 16.17-18). 
Existe uma certa corrente do cristianismo que toma algumas partes destes versos e tentam afirmar a sua fé, em determinados dons especiais, que parecem ter. Mas, particularmente, acredito que aqui os termos tem duas funções: primeiro, falar aos próprios ONZE discípulos que estavam à mesa sobre como os sinais os acompanharia para mostrar a verdade do Evangelho e servir de sinal contra a incredulidade de outros também. Em segundo lugar, creio que também serve para todos os crentes de todas as eras não olhando para os fatos em si, mas para a natureza dos impedimentos que se levantam contra a pregação do Evangelho, as barreiras que temos e este é o nosso ponto aqui, hoje.
Estes sinais acompanharão os que crêem – em toda a história da Fé Cristã, estas barreiras serão, muitas vezes, os muros que teremos de superar. 

Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galileia; lá o vereis, como ele vos disse. E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e de assombro; e, de medo, nada disseram a ninguém (Marcos 16.7-8). 
Tente pensar a mudança que está ocorrendo aqui no coração destas mulheres. Elas passam noites preocupantes, seus corações cheios da angústia da morte e do transtorno amargo de tudo ter se perdido. Este mesmo sentimento aconteceu no encontro dele com aqueles dois homens do caminho de Emaús, uma mudança de percepção ocorreu: A RESSURREIÇÃO AS SURPREENDEU. 
Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro – elas acordaram cedo para saborear e vivenciar a morte, mas agora se tornaram pregoeiras da vida. Vieram para desfrutrar do seu luto amargo, mas agora têm em suas bocas o gosto doce da Palavra da Vida. O Evangelho é assim: amargo e doce. Amargo para os que vivenciam a MORTE, mas doce para os que DESFRUTAM DA VIDA. 
Ele vai adiante de vós para a Galiléia – há aqui uma junção de conceitos. Primeiro ele disse que isso deveria ser anunciado aos seus DÍSCIPULOS. O discípulo é aquele que anda com o seu Mestre. Aqui, o conceito é que na sua ressurreição, Jesus é o primeiro E TODOS NÓS O SEGUIREMOS EM NOSSA PRÓPRIA RESSURREIÇÃO. Ela vai adiante de nós e nós o seguimos. O seguiremos na sua MORTE E NA SUA VIDA. 
Porque, se fomos unidos com ela na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição (Romanos 6.5). 
Lá o vereis – como ele vos disse – eis aqui o anuncio do que a ressurreição faz para os que VIVEM. A ressurreição nos dá a visão da glória de Deus. Ela nos transporta do amargo para o doce. AS MULHERES FORAM EXPERIMENTAR A MORTE AMARGA, MAS AGORA RECEBEM O CONVITE PARA DELICIAREM-SE COM O DOCE DA PRESENÇA DE CRISTO JESUS. 
Assim a ressurreição nos surpreende, em nossos momentos mais amargos. A ressurreição, na vida do crente tem este poder de fazê-lo entrar no sepulcro amargo e sentir o DOCE GOSTO DA VIDA. 
Você deveria deixar sua vida ser assim também! Você deveria começar a comer o doce gosto da vida com Cristo e dela se alimentar todos os dias. Sua vida precisa mostrar ao mundo que você se alimenta da RESSURREIÇÃO DE CRISTO, ela preenche suas entranhas com VIDA. 

Conclusão
A RESSURREIÇÃO NOS SURPREENDE e nos eleva! Ela nos leva para as alturas onde Cristo está e nos ver a vida de cima, lá do alto, onde Ele está. A RESSURREIÇÃO TIRA A MORTE DO NOSSO PALADAR DIÁRIO e nos dá o GOSTO DOCE DA VIDA COM CRISTO, COMO VALOR DIÁRIO. 
As mulheres experimentaram isso! Elas viram o SOBRENATURAL mudando a REALIDADE NATURAL. Viram as coisas do andar de cima, foram levadas a isso pela ressurreição. Nós precisamos que a RESSURREIÇÃO faça o mesmo conosco. Mais bem-aventurados os que não viram e creram.
Podemos contar a história da RESSURREIÇÃO, mas isto não é suficiente. As pessoas não podem somente conhecer a história da RESSURREIÇÃO, elas precisam ver a RESSURREIÇÃO SURPREENDENDO. Mas como isso pode acontecer? 
Isso só pode acontecer quando a sua pregação sobre a ressurreição for seguida da SUA VIDA RESSURRETA. Quando a RESSURREIÇÃO SURPREENDER O MUNDO, através da sua vida. 
Mas, se você omite essa ressurreição do mundo há duas possibilidades: OU VOCÊ AINDA NÃO FOI SURPRENDIDO PELA NOVA VIDA EM SEU CORAÇÃO; OU VOCÊ AINDA NÃO ENTROU ENTENDEU DE FATO QUE ESSA É A SUA MISSÃO: você é um pregoeiro da RESSURREIÇÃO e não um COMENSAL DA MORTE. Não se assente na mesa da morte, mas traga ao mundo o gosto da vida, a vida de Cristo que corre nas veias da sua fé!! 
Que Deus nos dê, todos os dias, essa disposição de vida! 


19 de abril de 2020

Marcos 16.9-13

Prepare-se Para Anunciar o Reino
(Culto da Noite – Abril 2020 – IP Tatuapé)
Marcos 16.9-13

Introdução
Em dias em que as pessoas estão preocupadas com o seu futuro pessoal e deixam em segundo plano o Reino de Cristo são dias de muita infelicidade. Porque os planos de vida eu se limitam a esperar as recompensas apenas deste mundo, são sempre precários, sempre produzem frustração. 
Isto estava acontecendo nos dias em que Marcos empreendeu escrever o seu Evangelho e ele o fez exatamente para servir como cura dos males da igreja em seus dias. Pois, os crentes com os quais Marcos convivia, tinham perdido a esperança na glória e transportado para o mundo visível toda a sua atenção. Eles, sentiam a dor da perseguição em seus dias e se preocupavam sobre como seria possível viver em um mundo que repudia a sua fé. Para muitos, a dúvida sobre o Reino se tornou marcante, outros tantos preferiram definir a sua jornada como uma farsa religiosa. Por um lado, professavam a fé teórica em Cristo, mas viviam os seus dias como ateus práticos.
A falta de proclamação do Reino de Jesus sempre acontece por este fato: ENQUANTO NOSSA COMPREENSÃO DO REINO DE CRISTO É PARCIAL, NÃO ESTAREMOS PREPARADOS PARA ANUNCIÁ-LO A TODOS, CUSTE O QUE CUSTAR. 
Prepare-se! Porque a verdadeira Igreja não pode se calar. Ela é agência do Reino de Cristo e não pode deixar de cumprir o seu IDE! O que realmente nos torna relevantes é que nós não nos deixamos enganar pelos tempos, sabemos que somos embaixadores de Cristo e Cristo não pode esperar. 
Neste texto, há elementos que servem à nossa reflexão nesta noite, justamente para nos mostrar como nos preparar para este enorme desafio: O DE NOS TORNARMOS HOMENS E MULHERES DE DEUS QUE ANUNCIAM O REINO DE CRISTO. 
Prepare-se!!

Prepare-se Sabendo Quem é Você 
e Como Cristo te Encontrou

Havendo ele ressuscitado de manhã no primeiro dia da semana, apareceu primeiro à Maria Madalena, da qual expelira sete demônios (Marcos 16.9).
Apareceu primeiro à Maria Madalena – Maria de Magdala foi uma das mais perseverantes servas de Cristo. Não sabemos muito sobre sua história. Nem podemos definitivamente definir como sendo aquela mulher pecadora que lavou os pés de Jesus, não há como realmente fazer esta afirmação. O que temos de concreto sobre sua vida é que ela, antes de encontrar Jesus, era alguém atormentada por “sete demônios”. 
A primeira pessoa a quem o Cristo Ressurreto aparece como prova irrefutável da sua ressurreição, da sua vitória sobre a morte não é alguém que poderia dizer: EU MERECIA ESSA HONRA. Marcos está pronto a nos mostrar isso, ele apareceu para uma mulher que fora alguém atormentada espiritualmente. 
Cristo a encontrou longe e servindo ao maligno, sendo por ele dominada e Ele a libertou. Alguém que compreendeu a liberdade que há em Cristo. Esse é alguém que dá o primeiro passo na direção de se tornar um proclamador do reino de Cristo. 
Depois disto, manifestou-se em outra forma a dois deles que estavam de caminho para o campo (Marcos 16.12). 
Dois que estavam a caminho para o campo (agrom) - Aqui, Marcos descreve o episódio que Lucas detalhou mais para todos nós. Para Marcos, era importante mostrar que eles haviam desistido do Reino, haviam proposto que não havia esperança para eles no reino, o que pretendiam fazer é voltar a fazer o que estavam habituados. A palavra usada para campo é “agrom”, que indica mais que ir para um lugar no interior do país, mas um lugar onde eles trabalham com a terra. Estes homens tinham a sua fé frágil, como o próprio Jesus lhes disse: 
Néscios e tardios de coração para crer (Lucas 24.25). 
Precisamos olhar para nós mesmos, para nossos pés de barro, para nossas fraquezas. Muitas vezes, nos esquecemos de fato quem somos. Parece que alguns anos na Igreja, nos fizeram esquecer que FOI PELA GRAÇA QUE FOMOS SALVOS. Começamos a nos tornar especialistas na fé, na santidade... e isso permanece inútil, se nos esquecemos de que FOI A GRAÇA E O AMOR DE JESUS.
Conta-se de José Manuel da Conceição, o primeiro pastor presbiteriano brasileiro, que fora padre ao longo de sua vida. Que uma convicção profunda de seus erros anteriores e da graça que Cristo lhe ofereceu em sua conversão, que ele, arrependido e totalmente convicto da necessidade de servir a Cristo em demonstração de sua gratidão, que percorreu, a pé, todas as cidades onde serviu como Padre, pois seu coração lhe dizia que do mesmo modo como conduziu mentes a confiar em santos e em tradições, agora, deveria lhes pregar um EVANGELHO SEM INTERMEDIÁRIOS, SÓ CRISTO COMO ÚNICO MEDIADOR ENTRE DEUS E OS HOMENS (Essa é uma história que todos os presbiterianos precisam conhecer). 

Prepare-se Para Anunciar o Reino Olhando Para Outros Que Precisam Saber Que Cristo Vive

E, partindo ela, foi anuncia-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus se achavam tristes e choravam (Marcos 16.10). 
Anunciar aos que tendo sido companheiros de Jesus se achavam tristes e choravam – às vezes, esquecemos que o Reino de Cristo não é só uma mensagem que é eficaz apenas para quem não conhece a Cristo. A mensagem do Reino deve ser levada a todos os que precisam deste Reino produzindo vida em seu coração. Aqui, Marcos fala sobre algo que lhe era importante nos seus dias: A IGREJA ESTAVA EXATAMENTE COMO OS DISCÍPULOS UM DIA ESTIVERAM – DESANIMADA, TRISTE, DESESPERANÇOSOS.
Klaiossin – o verbo grego aponta para um sentimento de lamento, de falta de esperança. Alguém que perde o próprio sentido da vida. 
Precisamos começar a pensar para além de nós mesmos e de nossas necessidades. Este egoísmo que nos fecha em nós mesmos, é uma trava para o anúncio do Evangelho. Mas, quanto notamos a necessidade de outros, especialmente dos nossos próprios irmãos, em lugar de simplesmente esperar eles morrerem em sua fé, podemos fazer mais: PODEMOS CORRER E IR ATÉ ELES PARA PREGAR O EVANGELHO. 
E, indo, eles o anunciaram aos demais (Marcos 16.13). 
Eles indo – curiosamente, aqui se usa o tempo verbal igual ao da grande comissão: INDO PREGAI. Na verdade, fala de uma ação contínua e intencional. 
Anunciaram aos demais – chamo a atenção para a expressão “AOS DEMAIS”. Marcos parece estar disposto a mostrar uma visão de igualdade entre os dois e os discípulos a quem eles encontram com a mensagem. Isso significa dizer que quando olhamos para os outros e vemos que eles, assim como nós, precisamos da luz do reino, também precisam ser reativados em sua fé e precisam saber do reino de Cristo. Isso nos prepara, nos motiva e nos obriga a anunciar o reino. 
Podemos dizer que: AQUELES QUE RECONHECEM A SUA NECESSIDADE DO REINO E PERCEBEM QUE OS OUTROS TAMBÉM PRECISAM, ESTÃO PRONTOS PARA ANUNCIAR O REINO. 
André, encontrou a Jesus primeiro e o texto bíblico diz que ele foi e CONTOU A PEDRO. Esse é o espírito: SERÁ ELE O MESSIAS QUE ESPERAMOS? Sim, ELE É TUDO O QUE ESPERAMOS E PRECISAMOS, POR ISSO, O COMPARTILHAMOS COM TODOS. 
   

Prepare-se Para Anunciar o Reino Sabendo Que Você Enfrentará o Muro da Incredulidade 

Estes, ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela, não acreditaram (Marcos 16.11).
Mas também a estes dois eles não deram crédito (Marcos 16.13b).  
Não deram crédito – não acreditaram – A pregação do Reino não é tarefa para preguiçosos e covardes. Aqueles que desistem diante da primeira pedra que encontram no caminho, ou daqueles que não estão dispostos a ir além. Porque a muralha mais difícil de ser derrubada não são as muralhas de uma cidade como Jericó, mas as fortalezas do pecado que estão no coração dos homens: A INCREDULIDADE. 
Estamos falando da incredulidade dos próprios discípulos, o que dizer da incredulidade daqueles que sequer conhecem a Cristo. O mundo tem um coração rebelde, o trabalho do Evangelista, daquele que anuncia o reino, é proclamar com fé, com amor e disposição de colher frutos, mas os frutos quem produz é o SENHOR. 
Quando desistimos de fazer o trabalho do evangelista, do servo do Reino que anuncia, na verdade, estamos nos rendendo ao inimigo. Estamos deixando de atender ao mandato de Deus, porque talvez, não percebamos e não cremos de fato no poder do Evangelho. 
Enquanto você não se fortalecer interiormente para enfrentar um mundo rebelde e incrédulo, você não estará preparado para fazer a obra do Senhor. Você não conseguirá, porque você também é um INCRÉDULO. 
Portanto, o problema não é tanto dos que te ouvem, mas seu! Aqui, Maria de Magdala e os dois discípulos do caminho, sabiam o que estavam falando e de quem estavam falando. Tinham plena certeza, então, não se detiveram, não se amedrontraram, não permitiram que outras prioridades interferisse na sua missão: FORAM E ANUNCIARAM. 
Os discípulos tiveram dificuldade, por causa da incredulidade do coração. Enquanto eles não viessem a crer, não estariam prontos a pregar e a serem enviados, como depois o seriam. Por isso, é que nestes versos que se seguem, Marcos irá dizer à igreja dos seus dias: PRECISAMOS VENCER A INCREDULIDADE, A NOSSA PRÓPRIA, ANTES DE VENCERMOS A INCREDULIDADE DOS QUE ESTÃO AO NOSSO REDOR E À NOSSA ESPERA, PORQUE DEUS OS ESCOLHEU PARA O REINO. 

Conclusão
Primeiro e antes de tudo, PREPARE-SE! O crente precisa compreender essa profunda necessidade de estar pronto. Pedro, quem muito provavelmente é o mentor oculto deste lindo Evangelho de Marcos, disse à igreja em seus dias: 
Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós (1 Pedro 3.15). 
Prepare-se – PORQUE VOCÊ FOI RESGATA DE UM PROFUNDO POÇO PARA SERVIR A CRISTO, ELE FOI TE BUSCAR NESTE PROFUNDO POÇO DE LAMA PARA TE LIVRAR E TE USAR PARA ALCANÇAR OUTROS. 
Prepare-se – PORQUE DEUS SEPAROU MUITOS PARA SEREM SALVOS POR INTERMÉDIO DA SUA VIDA E DO TRABALHO, QUE NO REINO, VOCÊ EMPREENDER COM AMOR, DEDICAÇÃO E ZÊLO. 
Prepare-se – PORQUE O MURO QUE IREMOS VENCER SÃO MAIS PODEROSOS QUE AS MURALHAS DE JERICÓ, MAS NA FORÇA DO EVANGELHO E PELAS TROMBETAS DA PALAVRA, AS PORTAS DO INFERNO TREMERÃO E CAIRÃO. 
Hoje, um irmão me perguntou na aula de Escola Dominical: o que eu acredito a respeito da igreja depois desta pandemia. Eu posso dizer o que eu espero e o que acredito que é possível: ESPERO QUE ELA ESTEJA REALMENTE MAIS PRONTA PARA CUMPRIR O SEU CHAMADO NO TATUAPÉ, SEM MEDO, SEM MOROSIDADE, SEM RESTRIÇÕES... COM OUSADIA, AMOR E FÉ! 


12 de abril de 2020

Marcos 16.1-8

Surpreendidos Pela Ressurreição  
(Culto da Noite – Abril 2020 – IP Tatuapé)
Marcos 16.1 a 8
(Domigo da Ressurreição - durante a pandemia)

Introdução
Em geral, preparamos nossa mente para as realidades que esperamos encontrar. Fazemos uma viagem para visitar amigos, ou parentes, preparamos nosso coração para nossa chegada, cheios de expectativas neste reencontro. Recebemos a notícia de uma entrevista de emprego, então nos preparamos para o momento de estar diante do entrevistador. Enfim, muitas são as situações, das mais normais e corriqueiras, àquelas mais inusitadas da vida, em que somos chamados a nos preparar para enfrenta-las, desfrutá-las e vivenciá-las. 
Pode ser que em geral, já estejamos tão acostumados com cada uma destas situações que nos preparemos bem para o seu enfrentamento. Temos alguma ideia de cada possibilidade e, naturalmente, como num jogo de xadrez, nos preparamos antecipadamente para a próxima jogada. 
Contudo, em algumas circunstâncias, somos pegos de surpresa! Sim, alguns acontecimentos fogem totalmente da nossa zona de conforto habitual e nos leva à um novo patamar de expectativa. Foi exatamente isso o que aconteceu naquela manhã de domingo, quando as mulheres foram ao sepulcro. Sua mente estava preparada para uma realidade, MAS A RESSURREIÇÃO AS SURPREENDEU! 
Este trecho do relato da ressurreição, me surpreende. Ele me faz perceber como nossa fé é, em geral, pequena e limitada. Como nossos mais belos esforços por agradar a Deus, estão limitados por nossa percepção pequena do seu poder e dos seus planos. Este texto me mostra o quanto preciso crescer na fé! 
Todos nós precisamos ser SURPREENDIDOS PELA RESSURREIÇÃO e o pelo seu poder de mudar nosso coração. Todos precisamos ser levados de uma zona de conforto, na qual aprendemos a nos adaptar para o desafio de algo que pode fazer de simples pescadores, transformadores do mundo. Todos precisamos ser surpreendidos para que nossas expectativas, deixem o solo frio e escuro dos pensamentos meramente humanos, para a atmosfera calorosa e brilhante da vida cristã que vem lá do alto. Prepare o seu coração para que a RESSURREIÇÃO TE SURPREENDA! 

Quando Surpreendidos Pela Ressurreição
Somos Conduzidos da Morte Para a Vida

Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamá-lo. E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo. Diziam umas às outras: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? E, olhando, viram que a pedra já estava removida; pois era muito grande (Marcos 16.1-4). 
Passado o sábado – compraram aromas - Certamente foram duas noites muito mal dormidas. As mulheres estavam preocupadas com o que havia acontecido e certamente isso lhes roubou o sono. Após as 18horas da sexta, começara o shabat e nada puderam fazer. Certamente, aquele dia não foi um dia bom. Após às 18horas do sétimo dia, não iriam ao sepulcro porque já se fazia noite e era perigoso. Logo cedo, pensaram, logo cedo iremos ao sepulcro. Providenciaram o que era preciso no restante do sábado, após o shabat e foram dormir. O pensamento não concilia o sono, certamente, estavam ansiosas, preocupadas, pensavam em encontrar o sepulcro fechado e tinham de pedir a alguém, talvez um dos próprios guardas romanos que rolassem a pedra, por caridade. 
Para irem embalsamar - Irmãos, não temos os relatos destes momentos de preocupação de Maria Madalena, Salomé e Maria, a mão de Tiago, mas podemos sim imaginá-las, a partir de como o texto introduz a sua caminhada até o sepulcro, podemos imaginar o que elas esperam encontrar. Elas esperavam encontrar um corpo inerte, um homem morto para embalsamar. Elas esperavam prestar-lhe sua homenagem, prolongar um pouco mais a possibilidade de convivência com o corpo de Cristo. Inevitavelmente, ele iria, após dois dias, ficar mal cheiroso e seria impossível aquela ação. Então, vamos desfrutar do pouco que nos resta, imagino que pensaram. 
Muito cedo – ao despontar do sol – vão ao sepulcro – a pressa mostra a urgência e a necessidade de aproveitar cada minuto possível. Assim que lhes era possível andar em segurança, quando  sol se levantava minimamente no horizonte, elas caminham ao encontro de um sepulcro. Elas esperam vivenciar a morte! Vivenciar d e uma maneira nobre, solidária, quebrantada a MORTE! 
A pedra – entre elas e a sua expectativa havia uma pedra. Sim um obstáculo, mas elas haviam planejado minimamente: alguém poderá nos ajudar. Bem, elas estão prontas a superar o obstáculo para vivenciar aquele momento de morte de uma maneira digna. 
E, olhando, viram que a pedra já estava removida – pois era muito grande – que tipos de pensamentos passaram por suas mentes. Maria Madalena, mesmo depois de tudo, ainda perguntaria ao “jardineiro” para onde teria levado o corpo. Vejam, irmãos. Marcos constrói a sua narrativa na intenção de nos mostrar o impacto, a SURPRESA que foi a ressurreição. Jesus havia dito, o próprio texto diz isto, mas os corações dos homens, estão mais inclinados para vivenciar a morte. 
Aquelas mulheres foram surpreendidas! Foram surpreendidas a ponto de serem conduzidas da busca pela MORTE, a uma busca pela VIDA. A RESSURREIÇÃO DE CRISTO TEM ESTE PODER DE NOS FAVER OLHAR PARA A VIDA E NÃO PARA A MORTE. 
O apóstolo Paulo diz que a MORTE FOI VENCIDA, agora estamos vivenciando a VIDA. Se Cristo não tivesse ressuscitado, seriamos as criaturas mais infelizes. Mas como ele ressuscitou, ALELUIA! A nossa meta é a VIDA. 
A ressurreição de Cristo nos surpreende por nos conduzir da morte para a vida. Isto deveria implicar em uma mudança conceitual sobre a nossa própria realidade. Em lugar de vivenciarmos a morte e nos importarmos tão fortemente com os túmulos desta vida, nossas impossibilidades, nossas dificuldades, nossas inconsistências, deveríamos olhar para o fato de que: EM CRISTO NÓS FOMOS VIVIFICADOS. Não deveríamos permitir que a morte e o sentimento de vivenciá-la de muitas formas, desde um pessimismo absurdo que às vezes controla nossas ações, até mesmo o gosto pelo pecado que enferma a vida que está em nós. Estas coisas deveriam ser substituídas pelas alegria da vida e a disposição de ver a vida se espalhando. 
Crentes não podem ser comensais da morte, mas pregoeiros do banquete da vida. A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NOS RESPONSABILIZA E NOS APONTA UMA NOVA MANEIRA DE VIVER ESTE MUNDO QUEBRADO, ENTREVADO... UM MODO EM QUE, ENQUANTO TODOS SE PREPARAM PARA A MORTE, NÓS NOS APRONTAMOS PARA A VIDA. Confie que a ressurreição é também sua ressurreição e viva. 

Quando Surpreendidos Pela Ressurreição
Somos Conduzidos do Natural Para o Sobrenatural

Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas. Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto (Marcos 16.5-6). 
Claro que as mulheres estão apenas iniciando a jornada da vida. Agora, para que realmente acreditem na vida que lhes é oferecida na ressurreição de Cristo é preciso que percebam que o que ocorreu ali, não foi pelo poder dos homens, mas pelo poder de Deus. 
Paulo orou pelos crentes para que lhes fosse iluminados os olhos do coração para que soubessem qual a grandeza do poder de Deus: 
(...) o qual exerceu Ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro (Ef. 1.20-21). 
Entrando no túmulo – viram – as mulheres estavam prestes a vivenciar a gloriosa imagem da glória, viriam um anjo de Deus, conforme Mateus, que Marcos prefere utilizar a palavra neaniskon (jovem). Um bom motivo para isto é o fato dele estar escrevendo para a mente romana. Mateus, por exemplo, no relato paralelo não tem dúvida em dizer que era um “angellos” (anjo), Lucas informa serem “dois”, possivelmente um que tenha ficado sobre a pedra. 
Irmãos, elas estavam no território da morte, O SEPULCRO, mas o que elas viram foi a VIDA. Mas para que suas mentes começassem a compreender o que estava acontecendo, era necessário que percebessem que não se tratava de um poder humano, mas um poder divino. ELAS FORAM CONDUZIDAS DO MUNDO NATURAL PARA O SOBRENATURAL. Do pecaminoso, para o divino, do mundo dos homens para ver o PODER DE DEUS. 
Um jovem assentado do lado direito – vestido de branco – há toda uma linguagem de poder e de pureza aqui. A ideia de estar à direita, sempre é uma linguagem conhecida do mundo romano, que é a ideia de estar ao lado do poder. Aquele gesto, simples, e essa descrição simples quer comunicar às mentes, que naquele lugar o que estava agindo não era a mão do homem, mas a de Deus. A pureza, que a veste branca representa, aponta para um poder que vem de Deus, DO ALTO, DO LUGAR PURO E PERFEITO. A VIDA QUE ESTAVA AGORA SENDO VISTA POR AQUELAS MULHERES ERA FRUTO DO PODER E DA SANTIDADE DO NOSSO DEUS. 
Ele lhes disse: não vos atemorizeis – A palavra que vem de Deus é que não precisamos nos espantar com o seu poder. Precisamos sim, ter temor a Deus, mas não termos medo de Deus. Ele está trazendo a vida a nosso favor. As mulheres foram surpreendidas e foram conduzidas do pensar meramente natural, para uma esperança sobrenatural e uma visão sobrenatural da própria vida. Isso tem de trazer paz ao coração. 
Jesus – Nazareno – Crucificado – ressuscitou – a mensagem aponta para a natureza humana de Cristo, o homem Jesus, sim o mesmo que elas conheceram e buscaram naquela manhã do primeiro dia, ele ressuscitou. Era necessário que elas percebessem que a sobrenaturalidade de Deus invadiu a naturalidade o mundo dos homens e que esse era o método de Deus. A RESSURREIÇÃO É A PRINCIPAL DEMONSTRAÇÃO DESSE AGIR SOBRENATURAL DE DEUS SOBRE A NATURALIDADE DO HOMEM E SOBRE TODA E QUALQUER REALIDADE. 
Estamos estudando o livro de Apocalipse pelas manhãs de domingo e exatamente isso é o que temos aprendido: O ANDAR DE CIMA – SOBRENATURAL, COMANDA O ANDAR DE BAIXO – NATURAL. Não precisamos temer. 
Não está mais aqui – vede o lugar onde o tinham posto – Maria Madalena, ao lado de outra Maria, mãe de José (penso que é a mãe de José de Arimatéia, o responsável pelo sepultamento de Jesus), haviam caminhado ao lado de José e seus homens e viram onde o tinham posto. Agora ela e as outras mulheres são convidadas a ver a realidade da ressurreição. A ressurreição é um fato sobrenatural, mas acontece realmente no mundo natural. 
AS MULHERES FORAM SURPREENDIDAS PELA RESSURREIÇÃO E A RESSURREIÇÃO AS CONDUZIU A PERCEBER A SOBRENATURALIDADE QUE SOBREPÕE A NATURALIDADE. 
Muitos crentes perderam de vista a REALIDADE DE DEUS E DE SEU PODER. Por isso, Paulo ora para que seus corações sejam iluminados. A RESSURREIÇÃO DEVE NOS CAUSAR ESSA SURPRESA e nos levar à percepção do agir sobrenatural de Deus, não como uma mágica, mas como um mecanismo da realidade, que Ele conduz. 
Quero voltar à palavra EKTAMBEO – surpresas – atônitas – É UMA palavra grega forte. Que diz que elas são lançadas para fora de si mesmas, impactadas pela realidade do poder de Deus. 
ESTE É O MODO COMO CRENTES DEVEM VIVER. PERDER ESTE IMPACTO DA REALIDADE DE DEUS, QUE SE CONHECE PELA FÉ, É PERDER A VIDA QUE ESTÁ DISPONÍVEL PARA NÓS, MESMO NESTE MUNDO CAÍDO. 

Quando Surpreendidos Pela Ressurreição
Somos Conduzidos do Sentimento Amargo da Derrota ao Delicioso Agir da Vitória

Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galileia; lá o vereis, como ele vos disse. E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e de assombro; e, de medo, nada disseram a ninguém (Marcos 16.7-8). 
Tente pensar a mudança que está ocorrendo aqui no coração destas mulheres. Elas passam noites preocupantes, seus corações cheios da angústia da morte e do transtorno amargo de tudo ter se perdido. Este mesmo sentimento aconteceu no encontro dele com aqueles dois homens do caminho de Emaús, uma mudança de percepção ocorreu: A RESSURREIÇÃO AS SURPREENDEU. 
Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro – elas acordaram cedo para saborear e vivenciar a morte, mas agora se tornaram pregoeiras da vida. Vieram para desfrutrar do seu luto amargo, mas agora têm em suas bocas o gosto doce da Palavra da Vida. O Evangelho é assim: amargo e doce. Amargo para os que vivenciam a MORTE, mas doce para os que DESFRUTAM DA VIDA. 
Ele vai adiante de vós para a Galiléia – há aqui uma junção de conceitos. Primeiro ele disse que isso deveria ser anunciado aos seus DÍSCIPULOS. O discípulo é aquele que anda com o seu Mestre. Aqui, o conceito é que na sua ressurreição, Jesus é o primeiro E TODOS NÓS O SEGUIREMOS EM NOSSA PRÓPRIA RESSURREIÇÃO. Ela vai adiante de nós e nós o seguimos. O seguiremos na sua MORTE E NA SUA VIDA. 
Porque, se fomos unidos com ela na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição (Romanos 6.5). 
Lá o vereis – como ele vos disse – eis aqui o anuncio do que a ressurreição faz para os que VIVEM. A ressurreição nos dá a visão da glória de Deus. Ela nos transporta do amargo para o doce. AS MULHERES FORAM EXPERIMENTAR A MORTE AMARGA, MAS AGORA RECEBEM O CONVITE PARA DELICIAREM-SE COM O DOCE DA PRESENÇA DE CRISTO JESUS. 
Assim a ressurreição nos surpreende, em nossos momentos mais amargos. A ressurreição, na vida do crente tem este poder de fazê-lo entrar no sepulcro amargo e sentir o DOCE GOSTO DA VIDA. 
Você deveria deixar sua vida ser assim também! Você deveria começar a comer o doce gosto da vida com Cristo e dela se alimentar todos os dias. Sua vida precisa mostrar ao mundo que você se alimenta da RESSURREIÇÃO DE CRISTO, ela preenche suas entranhas com VIDA. 

Conclusão
A RESSURREIÇÃO NOS SURPREENDE e nos eleva! Ela nos leva para as alturas onde Cristo está e nos ver a vida de cima, lá do alto, onde Ele está. A RESSURREIÇÃO TIRA A MORTE DO NOSSO PALADAR DIÁRIO e nos dá o GOSTO DOCE DA VIDA COM CRISTO, COMO VALOR DIÁRIO. 
As mulheres experimentaram isso! Elas viram o SOBRENATURAL mudando a REALIDADE NATURAL. Viram as coisas do andar de cima, foram levadas a isso pela ressurreição. Nós precisamos que a RESSURREIÇÃO faça o mesmo conosco. Mais bem-aventurados os que não viram e creram.
Podemos contar a história da RESSURREIÇÃO, mas isto não é suficiente. As pessoas não podem somente conhecer a história da RESSURREIÇÃO, elas precisam ver a RESSURREIÇÃO SURPREENDENDO. Mas como isso pode acontecer? 
Isso só pode acontecer quando a sua pregação sobre a ressurreição for seguida da SUA VIDA RESSURRETA. Quando a RESSURREIÇÃO SURPREENDER O MUNDO, através da sua vida. 
Mas, se você omite essa ressurreição do mundo há duas possibilidades: OU VOCÊ AINDA NÃO FOI SURPRENDIDO PELA NOVA VIDA EM SEU CORAÇÃO; OU VOCÊ AINDA NÃO ENTROU ENTENDEU DE FATO QUE ESSA É A SUA MISSÃO: você é um pregoeiro da RESSURREIÇÃO e não um COMENSAL DA MORTE. Não se assente na mesa da morte, mas traga ao mundo o gosto da vida, a vida de Cristo que corre nas veias da sua fé!! 
Que Deus nos dê, todos os dias, essa disposição de vida! 


5 de abril de 2020

Marcos 11.1-11

Receba Jesus em Jerusalém
(Culto da Noite – Abril 2020 – IP Tatuapé)
Marcos 11.1 a 11


Introdução
O Domingo de Ramos é a lembrança daquele dia em que Jesus entrou triunfantemente em Jerusalém, sendo recebido na cidade com honras. Contudo, a mesma multidão que levantou folhas de palmeiras e estendeu suas vestes para que ele passasse, foi a mesma que antes de acabar a semana gritaria: CRUCIFICA! 
A despeito disto, os evangelistas exaltam essa entrada triunfal, por duas principais razões: a) cumpria-se a escritura; b) de fato, Jesus fora aclamado verdadeiramente, porque de fato ele era aquele que vem em nome do Senhor. Hosana nas maiores alturas!
A cidade de Jerusalém é um ponto importante para nossa meditação nesta noite. Também nos é importante a expressão final sobre o Templo.
Quando aproximaram de Jerusalém... E, quando entrou em Jerusalém, no Templo (...). Marcos 1.1 e 11
Jerusalém é o foco desta passagem. A cidade de Deus, aquela na qual ele construiu para si uma Casa, uma Morada para o seu Grande Nome. Eu e você precisamos os lembrar de que a Jerusalém espiritual é a Igreja, somo nós, como a morada de Deus. O templo é uma extensão da cidade, a cidade se completa no templo. Veja como o autor diz isto: ENTROU EM JERUSALÉM, NO TEMPLO. 
De fato, o ponto central é que a Jerusalém é a Cidade onde Deus escolheu manifestar a sua glória para ser amado sobre todas as coisas e adorado. Jesus entra nesta cidade para toma-la para Deus, por isso o texto diz: O QUE VEM EM NOME DO SENHOR. 
Jerusalém foi saqueada, tirada da vida com Deus, mas Cristo veio para restaurá-la. Estamos falando de nossa própria vida e muitas vezes, a gente perde a dimensão do que isso realmente significa. Jesus veio a nós, veio morar em nós, veio tomar nossa vida de volta para o Pai, veio limpar a casa e purifica-la para o Pai. 
COMO VOCÊ RECEBE JESUS NA SUA JERUSALÉM, NA SUA VIDA? 
Quero que essas palavras que Marcos nos traz, nos leve a uma profunda reflexão sobre como devemos receber Jesus em nossa Jerusalém, em nossa vida. Certo, que muitas vezes, o recebemos para também crucifica-lo, pois, assim como a Jerusalém dos dias de Jesus na terra, nosso amor é como uma neblina que cedo passa. Mas este amor precisa e pode ser trabalhado e o principal é descobrir como é que ele está sendo recebido hoje em seu coração. 
Precisamos certamente de uma profunda reflexão sobre nossa identidade como CIDADE DE DEUS. Uma profunda reflexão sobre O QUE É A VIDA CRISTÃ! Sobre como eu recebi Jesus em meu coração. 

Receba Jesus
Porque Ele Escolheu Chegar em Jerusalém

Os versos tem como intenção nos mostrar não só o cumprimento de profecias, mas a própria intenção de Jesus e o plano divino para que isso acontecesse, exatamente como aconteceu. Não houve improvisos na chegada de Jesus em Jerusalém, muito menos na Jerusalém da nossa vida. 
Enviou Jesus dois dos seus discípulos e disse-lhes: Ide até a aldeia que aí está diante de vós e, logo ao entrar, achareis preso um jumentinho, o qual ainda ninguém montou; desprendei-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? Respondei: O Senhor precisa dele e logo o mandará de volta para aqui. Então, foram e acharam o jumentinho preso, junto ao portão, ao lado de fora, na rua, e o desprenderam. Alguns dos que ali estavam reclamaram: Que fazeis, soltando o jumentinho? Eles, porém, responderam conforme as instruções de Jesus; então, os deixaram ir. (Marcos 11.1b-6). 
Achareis preso um jumentinho – Foram e acharam o jumentinho preso – Todo o texto está construído para mostrar que Jesus estava absolutamente sobre o controle da situação. Ele sabia exatamente o que fazer, como e quando. Estamos falando de uma intencionalidade ativa e não apenas uma ocorrência fortuita. Jesus, desde o capitulo 8, deste evangelho já começara a anunciar o que iria acontecer, ele sabia o que Jerusalém iria lhe fazer, tanto no domingo de Ramos, como na sexta da paixão. 
Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse (Marcos 8.31). 
Desprendei-o e trazei-o – Desprenderam – a situação estava dentro dos planos de Deus, inclusive a ação dos seus discípulos e dos circunstantes. Os discípulos deveriam seguir este curso e neste momento nada os impediria, porque o plano de Deus organizava a realidade para que Jesus entrasse triunfalmente em Jerusalém.
SE alguém vos perguntar: por que... – Alguns dos que ali estavam reclamaram – ninguém os impediria, mesmo os ímpios, mesmo os que nada sabem sobre Jesus. Eles apenas verão o Cristo entrando em Jerusalém. 
Todos estes versos nos mostram como Jesus desejou intencionalmente chegar em Jerusalém. DEVEMOS RECEBÊ-LO PORQUE A CHEGADA DELE EM NOSSA JERUSALÉM É UM PLANO DELE. Ele é o Rei e precisamos e devemos recebe-lo, porque Ele está no controle. 
Isso implica em você ser mais cuidadoso com o seu coração, quando no fundo, você quer que Ele não esteja ali. Quando você acha que Ele estar ali, não está de acordo com os seus planos. Abra a cidade para Cristo e não tenha reservas, entregue-lhe o jumentinho, porque ele o requer, ele é o SENHOR. O SENHOR PRECISA DELE. 
Pense sobre isso, inicialmente, hoje sua vida é a JERUSALÉM e ELE PLANEJOU CHEGAR ATÉ A SUA CIDADE. Nosso Salvador sabe que Jerusalém é uma cidade perigosa para os profetas, mas ainda assim ELE NOS AMOU E NOS AMOU ATÉ O FIM. 


Receba Jesus Rendendo a Honra Que ele Merece Receber

Sem dúvida alguma, o que realmente contou em favor de Jerusalém neste episódio, que fez com que os Evangelistas tratassem este momento de forma extremamente positiva é que a Cidade recebeu Jesus com a honra devida ao seu Nome.  
Levaram o jumentinho, sobre o qual puseram as suas vestes, e Jesus o montou. E muitos estendiam as suas vestes no caminho, e outros, ramos que haviam cortado dos campos (Marcos 11.7-8).
Puseram as suas vestes e Jesus o montou – Este gesto aponta para uma rendição, uma oferta sincera de amor, de dedicação e de entrega. Entrega a Cristo é algo necessário para recebe-lo em sua CIDADE. A melhor maneira de você honrar a Cristo é a sua total e irrestrita rendição. 
Lembre-se, naqueles dias, as pessoas não tinham muitas roupas como nós temos hoje. A roupa era um sinal social, muito mais importante que nos nossos dias, onde ainda vemos isto. Tente imaginar você entregando um terno fino, quem sabe um Armani, para Cristo se sentar sobre ele. Claro, isso é estranho para nós, mas naqueles dias era uma reverência, que apontava para o fato de que os bens e tudo o que uma pessoa tem, pertence aquele Rei, aquele a quem a pessoa honra, acima de tudo. 
Muitos estendia as suas vestes e outros ramos que haviam cortado – duas coisas chamam a atenção, claro é fácil entender que os discípulos tivessem esse gesto, mas muitos no caminho, muitos perceberam que estavam diante de alguém honrado e digno de ser considerado seu Senhor. Muitos não tinham roupas, se não alguns poucos trapos que se cobriam e não poderiam ficar sem eles, então, traziam palmeiras que cortavam e colocavam como que simbolizando suas poucas ou quase nenhumas posses. Não importa o que temos, o que importa é que queiramos honrá-lo com tudo o que temos... 
Também não devemos nos admirar em um começo assim, quando, mesmo nos dias atuais, sentado à direita do Pai, ele comissiona do trono celestial homens obscuros, pelos quais sua majestade é celebrada de maneira desprezível. Calvino tem uma palavra muito dura sobre este ponto: 
Pessoas que nada possuíam receberam Jesus com toda honra, mesmo sendo Jesus o Cristo de Isaías 53, sem beleza e tendo nada para o admirarmos, em dias de sua humilhação. Contudo, Calvino está espantado que ainda hoje, estando Ele glorioso no TRONO, há muitos que não o honram, ao contrário, que o celebram de maneira tão desprezível. 
Precisamos honrar a Cristo, recebe-lo com honra em nossa vida, a honra que é devida ao seu nome. Precisamos que este seja o modo como a nossa vida o honre, permitindo que ele use a nossa vida e tudo o que temos para si e para os seus planos. 
Davi, honrou ao Senhor, comprando de sua riqueza um lugar para a construção do templo: NÃO DAREI AO SENHO ALGO QUE NÃO TENHA ME CUSTADO. 
VOCÊ COMPREENDE AS IMPLICAÇÕES DESTAS LIÇÕES DA ESCRITURA? NÃO AS NEGLIGENCIE!! 
Se você tem vestes que podem ser estendidas, estenda-as e não as negue a Cristo, Se você não as tem, corte as suas folhas de palmeiras para oferecer a Cristo o seu pouco. Não negue a Cristo, nem pela abundância que te torne egoísta, nem pela escassez que te torne mesquinho. 

Receba a Cristo com a Alegria de Quem Sabe Que Ele Vem Para Reinar e o Seu Reino é Justo

Jerusalém dos dias de Jesus tinha suas falhas gritantes, seus erros lastimáveis. Mas a Jerusalém daqueles dias tomou a decisão de Receber Jesus com um coração alegre e disposto, porque eles vislumbraram o REINO DO SENHOR. Claro que eles tinham perspectivas muito errôneas sobre o Reino, o que os levou a cometerem pecados contra o Cristo. Mas, ainda assim, as palavras que eles lançaram a Jesus aqui, nos mostra como Cristo deve ser recebido. 
Tanto os que iam adiante dele como os que vinham depois clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso Pai! Hosana, nas maiores alturas (Marcos 11.9-10). 
Todos clamavam: Hosana! – Eles cantam, clamam como no Salmo 118.25. Aqui uma passagem que se inspira nas palavras do povo a Yahweh e ao seu Messias, que salve o seu povo e que traga sobre o seu povo um reino justo e de paz sem fim. 
Bendito o que vem em nome do Senhor – mais uma vez o Salmo 118, fazendo a ligação entre a cidade e a Casa do Senhor. 
Bendito o que vem em nome do Senhor. A vós outros da Casa do Senhor nós vos abençoamos (Salmo 118.26). 
Este é o sentimento com o qual devemos receber Jesus, o de alegria. A nossa alegria não é só porque ele irá destruir os inimigos, mas porque Ele vem reinar de forma poderosa e justa sobre a nossa vida, fazer-nos andar em caminhos planos. 
Bendito o Reino que vem – eles sabem que o mais importante daquele momento é o Reino que pode se iniciar. Eu e você precisamos nos conscientizar que o melhor a nos acontecer nesta vida é a transformação da nossa CIDADE, a nossa VIDA em um lugar onde Cristo, absolutamente reina. 
Um reino como o prometido a Davi: ETERNO, JUSTO E DE PAZ. 
O nosso maior desejo deve ser o de ver isso acontecendo em nós e a vinda de Jesus até nós é a nossa única esperança, por isso o HOSANA NAS MAIORES ALTURAS. Venho o Reino dos Céus sobre nós! Venha das maiores alturar uma VIDA TRANSFORMADA QUE SE MOSTRE EM NOSSA VIDA E MOSTRE A NOSSA VIDA COMO A MORADA DO FILHO DE DEUS. 
Receba com alegria a chance de viver isto! 

Conclusão
Olhando para este texto, não se esqueça de que o modo como você recebe Jesus tem a ver de fato com quem você é!
Não se permita, receber Jesus num domingo, mas rejeitá-lo antes da semana acabar. Não permita que sua vida negue a Jesus o que lhe é devido: TUDO. Faça de sua entrega a Cristo um alvo. Transforme tudo o que você tem e é, em instrumentos da graça de Cristo, por meio do que você mostrará a presença de Cristo em sua vida. 
Por exemplo, permita que suas palavras mostrem que você recebeu Jesus; permita que sua maneira de ganhar vida, mostre que você tem Cristo na sua vida; como você trata sua família; como cuida do seu corpo; como pensa; o que você assiste na televisão; o que vê na internet etc. Honre a Cristo e a mais nada! Que nada mais ocupe o lugar dele na Sua CIDADE!! 
POR FIM BUSQUE A ALEGRIA DE VER A SUA VIDA TRANSFORMADA E SE ALEGRE PORQUE ELE ESCOLHEU VOCÊ PARA FAZER ISTO ACONTECER.
Jerusalém era uma cidade perigosa para Jesus. A mais perigosa cidade para Jesus. Mas ele resolveu ir e entrar em Jesus.