8 de novembro de 2015

Gênesis 3.8 a 21

Por Que Precisamos de Um Redentor?


Gênesis 3. 8 a 21


Foco da Nossa Condição Decaída
As perguntas que Deus faz para Adão antes, bem como o promunciamento de Deus após a promessa do envio do REdentor em Gênesis 3.15, põem em relevo a nossa grande necessidade do socorro de Deus. Muitas pessoas não se interessam pelo crescimento e fortalecimento dos valores espirituais da sua vida simplesmente por não se sentirem necessitadas. Este texto, quando desde modo é lido e análisado, nos conduz a uma postura de quebrantamento e clamor por uma vida mais piedosa e mais próxima de Deus. 


Introdução 
O terceiro capítulo de Gênesis é muito importante para uma boa compreensão de toda a EScritura. Nele, lemos o relato mãe da condição do homem na sua relação com Deus. Gênesis 3 relata o acontecimento mais tenebroso da história humana até aqui, que a queda do homem. 
Em meio a esta tenebrosa história que aponta para a desfiguração do homem, criado à imagem e semelhança de Deus, encontramos uma mensagem da graça do Senhor, Gênesis 3.15, que for sua vez é a promessa mãe, ou o que preferem os teólogos chamarem "o proto evangelho", anunciando que apesar do homem ter mergulhado nas trevas mais profundas, a luz da graça brilhará para este homem, que pode ter esperança de ver novamente sua restauração à condição de filho amado de Deus. 
Gênesis 3.15 é um dos versículos mais importantes de toda a Escritura, pois além de ser a primeira promessa do envio do Redentor é também o estabelecimento de um roteiro de salvação que passa pela grandiosa soberania e graça de Deus, misturada com a responsabilidade humana. Deus enviaria o redentor, mas escolheu fazê-lo por meio da instrumentalidade e da vida da família humana. Gerard Van Groningen diz o seguinte sobre este capítulo: "A humanidade abdicou do seu papel, Deus não!". 
Nesta noite, veremos os versos 8 a 21 deste capítulo e para ele nos dirigiremos buscando encontrar as razões que determinaram a necessidade de Deus nos enviar o Redentor. Confiamos que isto seja de grande importância para nossa vida com Deus, pois a falta de consciência da própria necessidade de redenção tem conduzido muitos crentes a um tipo de vida completamente distante de Deus, como se fosse possível viver sem ele. 
A primeira condição para a cura de uma doença é a consciência da doença. Pois qual é o doente que se aventura a tomar o remédio se nem sabe que está doente. SEgundo, a condição para a cura também passa pela consciência de qual é exatamente a sua doença, o diagnóstico. Afinal, não saber que está doente para se medicar é precisa saber o que é preciso ser tratado. 
Então, para que possamos realmente saber qual é a nossa doença, precisamos que este texto comece a nos mostrar e ninguém melhor que o próprio Deus, o mesmo que prometeu a cura, nos dizer porque precisamos dela. 

Precisamos de Um Redentor Porque Perdemos a Afeição Natural Por Deus

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, não fosse o pecado ter interferido em nossa existência e corrompida a nossa mente, seriamos homens e mulheres cheios de amor primordial a Deus. Não seríamos tão egocentrados e tão inconstantes em nossas decisões espirituais. Buscaríamos a Deus e a agradá-lo sempre, nossa mente não seria tão cheia de esquisitisses na vida espiritual e mais, também não teríamos tantas dificuldades para fazer o que é certo e amar o próximo. Não mentiriamos e não magoaríamos tanto os nossos semelhantes. Até mesmo nossas atitudes mais justas, muitas vezes, são preenchidas de manchas que apontam para nosso pecado. 
O fato é que o pecado retirou do nosso coração essa habilidade de amar a Deus sobre todas as coisas e o interesse único de viver para o seu agrado. Por que o pecado nos tornou seres que sempre buscam os seus interesses. 

Perdemos o prazer natural na voz de Deus e sem amor à sua voz não desenvolvemos afeição natural por Deus
O texto diz que logo após comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, o homem ouviu a voz de Deus e se esquivou dele. 
Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da preseça do SEnhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim (Gênesis 3.8).
Note a importância desta afirmação. O homem tinha experiência diária com a voz de Deus. Ele a conhecia, tanto é que a identificou, mas uma mudança importante ocorreu na sua mente quando desta vez ouviu a voz do Senhor, ele não possuía mais a mesma afeição e prazer natural pela voz de Deus, ela não produzia nele a alegria plena. 
Muitas vezes, quando Deus fala ao nosso coração, nos sentimos tão felizes e somos capazes de chorar de alegria por saber que Deus está falando conosco. Mas também muitas são as vezes que também nos escondemos da sua voz, não o queremos ouvir, inventamos certas teorias pessoais para nos justificar e para nos esconder de Deus. 
Precisamos que o Senhor nos redima desta condição que nos afasta de sua voz. Precisamos que ele novamente nos conceda ouvir com prazer a sua voz e obedecê-la. Jesus, o nosso REdentor disse: as ovelhas seguem o Bom Pastor porque elas lhe reconhecem a voz (João 10.4). 

Perdemos a Importância de Usar as Coisas Para Nos Aproximar de Deus e consequentemente as coisas que aumentariam a nossa afeição por Deus, agora nos conduzem para longe dEle 
Neste mesmo verso 8, podemos destacar que Adão e Eva que foram criados para cuidar do Jardim com a finalidade de glorificar a Deus e serem conduzidos a Deus por meio deste trabalho, agora vêem o jardim de outra forma. Eles se utilizam das árvores do jardim agora para se esconderem de Deus. 
Não precisamos pensar muito para identificar que muitas vezes as bênçãos que o Senhor nos concede, muitas vezes, são usadas de forma tão equivocada que em lugar de cumprirem o papel de ser uma grande bênção para nos aproximar de Deus se tornam nossos ídolos e nossas desculpas para não ter uma vida mais próxima do SEnhor. 
O jardim que antes era o modo como eles agradavam a Deus por meio do seu trabalho diligente, agora era um escudo, com o qual tentavam se proteger de Deus. O conselho da Escritura é muito importante neste ponto, quando Jesus diz que "aquele que não renunciar tudo quanto tem por amor de mim não é digno de mim".

Perdemos a confiança em Deus e com ela nossa afeição natural
Quando Deus se aproximou do homem no jardim, o homem fugiu e se escondeu. Deus se lhe tornou uma ameaça, ele confesse que teve medo de Deus. 
E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: onde estás? Ele respondeu: ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi (Gênesis 3.9-10). 
Onde estás - O homem não atendera à voz de Deus quando a ouviu no jardim, ele se escondeu por entre as árvores. Deus sabia exatamente onde estava o homem, mas era necessário mostrar ao homem exatamente a sua condição. Deus lhe pergunta: onde estás? Era como se Deus estivesse dizendo o seguinte: você está percebendo que estás longe de mim? 

Tive medo porque estava nu - O homem realmente estava longe de Deus e ele disse que estava com medo  por causa da sua nudez. Devemos entender nudez aqui em um sentimo muito mais amplo que apenas a vergonha de mostrar seu corpo, a nudez era uma condição de fragilidade, insegurança, uma condição mental de sujeira diante de Deus. Eles sabiam que tinham se tornado impróprios para serem amigos de Deus. 
Eles não conseguiam mais depositar e repousar a sua confiança em Deus. Sentiam-se impróprios para aquilo e preferiam buscar refúgio segundo o seu coração e não segundo o modelo do arrependimento e da volta. 
Infelizmente, essa experiência é uma das mais comuns na vida dos filhos de Deus. Quando Deus lhes oferece a possibilidade do arrependimento e da volta, eles preferem continuar escondidos e fazer o seu caminho. Muitas vezes por causa do coração inquebrantável que estão fazendo crescer dentro de suas mentes e muitas vezes pelo orgulho. 
No livro de Apocalipse é o Senhor que convoca a igreja a se arrepender: Deite- tempo para te arrependeres - lembra-te de onde caíste e volta.  

Sem confiar em Deus não desenvolveremos verdadeira afeição e amor pelo SEnhor. E por causa dessa nossa inclinação natural para deixar de amar a Deus é que precisamos do nosso redentor. 
Você precisa começar a deixar a Palavra construir a sua consciência e perceber como está a sua afeição por Deus. 


Precisamos de Um Redentor Porque Nos Tornamos Especialistas em Destruir os Outros


Em Gênesis capítulo 6, um pouco antes de enviar o juízo do Dilúvio, a afirmação bíblica nos revela que o "intento do coração do homem se tornou continuamente mau" (Gn 6.5). Essa condição do coração humano persiste em ser uma das marcas da nossa natureza caída. Sempre estamos planejando uma forma de nos protegermos e acusarmos os outros. 
Numa briga de marido e mulher ou um desentendimento no serviço com o chefe, ou até mesmo uma desavença por alguma coisa que aconteceu na igreja, nosso coração se planeja sobre como vamos mostrar que estamos certos e os outros estão errados. Via de regra, partimos da condição de que não estamos errados e se percebemos que temos conciência do nosso erro, logo temos que dizer as razões pelas quais estamos certos em estarmos errados.
Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore e eu comi. Disse o Senhor à mulher: que é isso que fizeste? REspondeu a mulher: a serpente me enganou, e eu comi (Gênesis 3.11-13). 
Deus já havia perguntado: onde estás? E agora pergunta: Quem te fez isto? Por que fizeste isto? As respostas do homem  e da mulher mostram que eles tinham dificuldade em se assumir diante de Deus e, mesmo falando o que realmente tinha ocorrido, eles se mostraram mais inclinados a destruir os outros que assumir a culpa. 

A mulher que tu me deste ela me deu da árvore e eu comi - pode passar despercebido, mas uma palavra é central nas duas respostas a expressão "eu comi". A ordem de Deus em relação àquela árvore foi: 
De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque, no dia emque dela comeres, certamente morrerás (Gênesis 2.16-17). 
Adão sabia que o problema todo era ele ter comido da árvore, mas antes de afirmar a sua transgressão ele apontou para Eva. No verso 17, Deus disse a Adão que o erro dele foi "atender a voz da mulher e comer da árvore". Ele sabia qual era o seu erro, mas antes de ser destruído, ele apontou para Eva. 
Você pode estar dizendo o seguinte: mas essa era a mais pura verdade, qual o problema de dizer o que aconteceu? A questão é mais profunda, pois era o papel de Adão proteger Eva. Ela lhe foi dada como vaso mais frágil e era o seu papel cuidar dela, no entanto, sua atitude de levá-la à julgamente, mesmo sabendo que não deveria ter atendido à sua oferta era uma atitude de destruição daquela que deveria ser cuidada por ele. 

A serpente me enganou e eu comi - Eva, por sua vez também sabia que o seu pecado era ter comido da árvore que fora proibida. Ela, como Adão, tinha sido criada para cuidar do jardim e o lavrar. A serpente, embora fosse usada pelo maligno, era uma das criaturas do jardim e estava sob os cuidados de Eva. Eva, entretanto, não cumpriu o seu dever, primeiro de recusar a oferta da serpente, e em seguida, neste texto de assumir a sua posição como regente da Criação, da qual deveria cuidar. Assim como Adão, ela deixou a sua responsabilidade recair sobre outro e assim também o juízo de Deus. 

O resultado é que o ser humano se tornou especialista em destruir para se auto-proteger. Um dos exemplos bíblicos mais marcantes para mim disto é o episódio em que Davi manda matar Urias para poder encobrir o seu pecado. A destruição como arma de autoproteção, muitas vezes, nos conduz à maledicência mentirosa e outras ao uso da verdade como instrumento da malignidade, como o caso de Adão e Eva.

Precisamos de um redentor que nos salve dessa nossa inclinação para arranjar desculpas e motivos para que outros paguem um preço que nós devemos pagar. Precisamos de um libertador que nos faça mais corajosos para cumprirmos o nosso papel de protetores dos outros. Precisamos de um Redentor que nos ajude a assumir nossas culpas e a cuidar e não destruir as pessoas e coisas ao nosso redor. 

Precisamos de Um Redentor Porque Perdemos a Precisamos de Vida

Nem sempre é fácil aceitar o fato de que, apesar de acharmos que sabemos tudo sobre o que é e como viver, nós temos muita dificuldade para viver de forma equilibrada e de acordo com o plano abençoador de Deus. 
Adão e Eva erraram o caminho, não compreenderam exatamente o que deveriam fazer e não souberam como lidar com as situações difíceis, então foi Deus quem agiu para consertar todas as coisas. 
Quando Deus anunciou a chegada do Redentor estava inserindo naquela história de trevas o anuncio da Graça e da Esperança que ainda havia para a vida humana. Mas esta graça e esperança vieram administradas pelo próprio Deus. 

Deus julgaria o pecado - o juízo de Deus contra o pecado era a proposição do SEnhor para Adão e Eva. Deus determina que o REdentor levaria ao tribunal do seu poder aquele que realmente havia trazido todo aquele tormento: 
Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. POrei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar (Gênesis 3.14-15). 
Deus julgará toda a iniquidade e trará à luz todo pecado que será julgado e receberá justo juízo. O anuncio  do REdentor é também um anúncio da libertação do mal que estava presente. Precisamos da correção e da certeza de que Deus é justo para aprendermos a viver.
Davi, como citei antes, no salmo 51, confessa seus pecados e declara: "pequei contra ti, contra ti somente, de sorte que serás justo no teu falar e puro no teu julgar" 
Aprendemos a viver quando a justiça de Deus realmente nos corrige. Nosso Redentor é este que promove a justiça de Deus. Sobre o homem e a mulher o julgar de Deus também trouxe a justiça, as dores  do parto e o suor do rosto dos versos 16 e 19 são exemplos de como Deus opera. 

Deus usará a nossa experiência para nos ensinar a viver - a justiça de Deus nos corrigirá e será através do nosso viver diário que a experimentaremos. Moisés declarou no Salmo 90 que os nosso dias se passam sob a ira de Deus. A ideia de Moisés, que também escreveu Gênesis é que as dificuldades desta vida é uma das maiores escolas que podemos cursar. 
E à mulher disse: multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez, em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenei não comesses, maldita é a terra por tua causa, em fadiga obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás da erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado, porque tu és pó e ao pó tornarás (Genesis 3.16-19). 
Dores do parto e suor do rosto - Um dos aspectos que me chamam a atenção neste verso é que o redentor seria um dos filhos da humanidade e nós sabemos que se tratava de Jesus, que veio nascer de Maria. Isso é importante porque Deus não desistiu de usar o homem como seu agente neste mundo, apesar do seu fracasso. Ao contrário, decidiu guiá-lo e ensiná-lo neste caminho. 
As dificuldades para o parto e para o cuidado da família são apenas alguns dos modos como Deus mais nos ensina. Em nossos dias, tempos dos analgésicos, somos muito propensos a fugir da dor de qualquer maneira. Especialmente fugimos daquele tipo de dor que implica em culpa e trabalho forte de mudança interior. Preferimos empurrar a sujeira para debaixo do tapete para não lidar com as consequencias dos nossos erros, no lar, na correção dos filhos e em tantas áreas da vida. 

O Nome da Mulher - Adão teria de aprender a amar Eva, porque agora ele dependia do bem estar de sua mulher e ela dele. 
E deu o homem o nome de Eva à sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos (Gênesis 3.20). 
Adão e Eva deveria aprender a se valorizar e valorizar o seu papel como servos da redenção de Deus. Sua esperança estava na vida que Deus estava lhes dando e na oportunidade de fazerem parte deste plano. Eva ou Havah é baseada na raiz da palavra "vida em hebraico". A vida de ambos dependia um do outro e eles tinham de aprender isto. Com certeza precisamos de um redentor que nos ajude a perceber isto. 

Conclusão
Quero concluir convidando os irmãos a refletirem profundamente sobre sua necessidade. Vocês, assim como eu, precisam perceber o quanto o pecado nos tirou a vida. 
Primeiro nos tirou a vida de afeição completa a Deus, pois, mesmo sendo pessoas que já conhecemos a verdade do Evangelho, muitas vezes temos a tendência de os esconder, esquecer e até mesmo fugir da presença de Deus. Criamos em nossa mente planos que nos afastam de Deus e, muitas vezes, nem percebemos que nossa vida de oração e a Palavra não surtem o efeito de piedade e proximidade com Deus que deveriam produzir. 
Também é preciso notar como é que lidamos com nossas próprias culpas e como nos tornamos destruidores dos outros. Pode ser que você não faça nada com a maldade de quem mata ou cobiça malignamente, mas pode ser que você seja daqueles que usa a verdade, para se desculpar apontando falhas e deixa de cuidar daqueles pelos quais é responsável, apontando a culpa deles como sua desculpa. 
Vocês, assim como eu, precisam de um redentor que lhes ensine a viver e para isto, precisamos estar dispostos a aprender com ele, não importa como ele queira nos ensinar, mesmo que tenhamos de passar pelo vale mais escuro, tenhamos em mente a vida nova que ele está nos dando. 

Mas como viver tudo isto sem errar. Somos apenas seres humanos e continuamos pecadores? Poderemos fazer tudo isto? Claro que não! Por isso precisamos de um REdentor que nos cubra o pecado e nos vista, porque estamos nus e não podemos viver desta forma. 

Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu (Gênesis 3.21). 



Oração
SEnhor Deus, cubra-nos com as vestes de Teu Filho, nosso REdentor e nos dê vida. Ajuda-nos a aprender o caminho da vida, amar-te sobre todas as coisas e perdoe nossos pecados. Em Cristo, Amém!


4 de outubro de 2015

Nahum 1.1 a 10


Quando a Mensagem Sobre a Ira de Deus se Torna Mensagem de Conforto Para Mim
Nahum 1.1-10



Foco da Nossa Condição Decaída
A voz de Deus na Profecia de Nahum é um convite para conhecer a grandeza da salvação que Deus oferece ao seu povo. A mensagem do profeta nos convoca a refletir sobre o conforto que devemos desfrutar quando nos refugiamos em Deus e na sua vontade. Nessa mensagem, somos instados a confiar no amor de Deus  por nós e em sua providência que trabalha a nosso favor. Que isso nos sirva como tranquilizador em todos os momentos, principalmente nos dias de crise e incertezas.

Introdução
O profeta Nahum é pouco conhecido em nossos dias. Sua profecia, considerada muito dura, é também tratada com certa reserva em nossas leituras bíblicas, que geralmente são direcionadas para passagens que trabalham com mensagens mais amenas e discursos onde mais rapidamente capitamos mensagens positivas.
Nahum era o nome de um profeta que não foi citado em nenhuma parte da Bíblia senão na sua própria profecia. Era natural de Elcós, que possivelmente era um vilarejo próximo de Jerusalém, mas há até mesmo os que o identificam como um morador de regiões de deportação, podendo ser a cidade de Al Qosh que ficaria no atual Iraque, próximo à cidade de Mosul, que recentemente fora conquistada pelo Estado Islâmico.
Quanto à origem ou sua cidade de nascimento, logo percebemos que não é parte importante para o entendimento  desta profecia. Mas devemos atentar muito bem para o NOME DO PROFETA. Nahum, significa, CONFORTO ou CONSOLO, tem raiz no vocábulo Naham, de onde também vem o nome Nehemias, palavras que eu prefiro escrever com o “h” antes da vogal, apenas para enfatizar a ideia de “naham”. . Apesar da mensagem de Nahum ser uma palavra de vingança contra a cidade de Nínive e o povo assírio, por causa do seu comportamento opressor contra o povo de Deus, esta profecia tinha o intuito de revelar ao povo da Aliança a natureza da compaixão de Deus e de sua misericórdia absoluta para com aqueles que são seus.
O povo de Deus deveria ouvir e ler esta profecia tendo em mente um Deus que guarda a Aliança, mesmo que tenha de conduzir o seu povo ao exílio para lhe ensinar o caminho da humildade, para converter o seu coração.
A profecia trata da queda de Nínive, capital do grande Império Assírio. Este grande império foi o responsável pela deportação de Israel, o reino do norte, que fora levado para o exílio. O profeta Habacuque destaque a ferocidade com que este povo marchava para suas conquistas. O profeta Isaías fala desta nação que seria usada por Deus para corrigir seu  povo e como era uma nação muito autoconfiante (Isaías 10). Jonas, por sua vez, nos revela nas entrelinhas de seu descontentamento com os ninivitas, o quanto esta nação era detestada pelos israelitas, embora sua profecia tenha mostrado que a misericórdia de Deus é capaz de agir também fora de Israel.
No século VII a.C. os assírios haviam se tornado uma potência mundial, tendo conquistado terras desde suas bases na terra média entre os rios Eufrates e Tigre até o Egito e a grande cidade de Tebas, citada na profecia como “No Amon” (Nahum 3.8). Portanto, em seu caminho todas as nações se rendiam e na sua sede de conquista nada parecia detê-la. Mas, a Assíria tinha um inimigo resistente em meio a tudo isto, o povo de Judá, que não fora levado ao cativeiro, pois, nos dias do Rei Ezequias, quando cercaram Jerusalém e outras cidades para os levar cativos, Deus agiu assombrosamente e desbaratou o exército assírio por meio de uma ação sobrenatural, registrada no Segundo Livro dos Reis, capítulo 19, nos versos 35 a 37. Sobre este maravilhoso episódio, o profeta Isaías foi o portador de uma das mensagens mais belas do amor de Deus por aqueles que são dele:
Pelo que assim diz o Senhor acerca do rei da Assíia: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma, não virá perante ela com escudo, nem já de levantar tranqueiras contra ela. Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; mas nesta cidade não entrará, diz o Senhor. Porque eu defenderei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi (Isaías 37.33-35).
Este povo cruel tinha um único limite: Deus. Este é o centro da mensagem de CONSOLO do profeta Nahum e isso era o que Israel precisava considerar, mesmo em meio ao desterro para o exílio. Precisamos atentar nesta profecia como quem busca ouvir a voz de Deus em meio ao turbilhão de barulhos ao redor, aguçando o ouvido para poder ouvir a beleza do som do amor de Deus. Nestes textos, em que Deus fala de sua ira contra o poderoso inimigo assírio, existe uma mensagem de amor que precisamos ouvir.
Afinal, muitas vezes, nos vemos na mesma situação de Israel. Embora não estejamos vivendo em meio ao exílio provocado pela guerra ou pela perseguição, muitas vezes, nos sentimos como quem se vê aprisionado por muitas situações, que aparentemente caminham na contramão das promessas que Deus nos fez em sua Palavra. Precisamos sim afinar nossos ouvidos nestas horas para podermos ouvir a Deus.
A mensagem sobre a IRA de Deus revela muito mais que a vingança do nosso Senhor. Ela fala diretamente para nós que poderíamos muito bem estar no lugar da Assíria, mas fomos escolhidos para ser o povo que o Senhor ama.
Nas Escrituras, muitas vezes, somos chamados a pensar positivamente a respeito da Ira de Deus e de como conhecer sobre ela pode nos dar elementos vivos para que nossa fé aumente e amadureça. Por isso eu te convido a pensar a respeito desta MENSAGEM SOBRE A IRA DE DEUS E COMO ELA PODE PRODUZIR CONFORTO PARA O NOSSO CORAÇÃO.
A Mensagem Sobre a Ira de Deus Pode Produzir Conforto Para o Meu Coração Quando Eu Descubro Que a Ira de Deus é Resultado do Seu Caráter Reto em Relação à Desobediência dos Homens

Sentença contra - Já dissemos aqui que a mensagem de Nahum é uma profecia contra a cidade de Nínive, que representa a arrogância do povo assírio, auto confiante. O profeta apresenta sua mensagem como uma SENTENÇA. Poderia ser recebida como uma profecia dita em forma dura, como uma palavra de maldição, no sentido de ser uma palavra de alerta contra.
Esta sentença, segundos os primeiros versos do capítulo 1, era baseada não num mero capricho de Deus ou num sentimento revanchista, mas no caráter reto de Deus que não poderia aceitar o pecado.
O Senhor é Deus zeloso e vingador, o senhor é vingador e cheio de ira - Nahum estabelece o caráter reto do Senhor como a razão de sua sentença contra os pecados de Nínive. Embora, Deus tenha chamado os assírios para serem o cetro do poder, ele não os inocenta na medida em que eles próprios mantiveram o seu coração egocentrado, achando que tudo o que lhes acontecia de prosperidade na terra era fruto exclusivamente de seu poder pessoal, além disso, os assírios trataram sem misericórdia o povo de Deus, para os quais serviram de ferramentas para a transformação. Por este comportamento era que estavam sendo alvos desta sentença.
Zeloso e vingador apontam para duas faces de uma mesma moeda no que diz respeito ao fato de Deus usar os assírios para transformar Israel por meio do exílio. A primeira face tem a ver com Israel, o povo da aliança. Deus é zeloso, o que aponta para o seu caráter absoluto de amor e cuidado para com o seu povo. O vocábulo “Kanoh” (zeloso) poderia ser também traduzido por ciumento, no sentido positivo da palavra, que denota um amor cuidadoso do Senhor.
Estes primeiros versos do profeta Nahum são escritos em forma de poesia e uma das coisas interessantes na construção poética deste capítulo é o uso da sonoridade das palavras. No texto bíblico temos duas palavras conjugadas que dão uma sonoridade importante: “El Kanoh Veh Naqham Jehovah” - Deus Zeloso e Vingador é Jehovah.
Kanoh e Naqham promovem uma sonoridade que tem como função mostrar a proximidade das duas características, embora apontem para atitudes diferentes. Pois Naqham aponta para a vingança de Deus que nasce de seu cuidado ciumento com o seu povo.
Reserva indignação para os seus inimigos - O caráter reto de Deus é demonstrado em favor do seu povo, no fato de que ele não trata com menosprezo a dor do seu povo, nem deixa escapar o juízo contra aqueles que são os seus inimigos. A “indignação” ou “ira” é o resultado do fato de Deus não suportar que os homens ajam com o coração endurecido, pois corações endurecidos e não submetidos a Deus despertam a Ira do Senhor.
A revelação desta indignação do Senhor contra o pecado deveria nos conduzir a refletir sobre o fato de que o caráter do Senhor é reto. Os que lhe obedecem a palavra devem descansar porque o Senhor há de cumprir todas as boas palavras lavradas para aqueles que ouvem a sua voz e a praticam. Nesta profecia, Nahum está dizendo ao povo da aliança que, muito embora, pareça demorar a reação do Senhor, ela virá e isso indicaria para Israel algo muito importante: “O PECADO NÃO COMPENSA”.
O Senhor é tardio em irar-se e jamais inocenta o culpado - Tais palavras devem nos levar ao conforto a partir do fato de que as coisas, no tempo certo haverão de se ajustar e toda a injustiça será cobrada pelo reto juiz que não tergiversa. Deus não se esquece de estabelecer o juízo. A retidão do seu caráter não permite.
Neste caso, o alerta é duplo: PORDEMOS CONFIAR NO CARÁTER DE DEUS E QUE NOSSA CAUSA HÁ DE SER JULGADA E NOSSOS INIMIGOS DEVERÃO SER PUNIDOS POR SEUS PECADOS, MAS TAMBÉM DEVEMOS NÓS MESMO DE TOMAR CUIDADO PARA NÃO NOS TORNARMOS REPROVÁVEIS DIANTE DO SENHOR.

A Mensagem Sobre a Ira de Deus Pode Produzir Conforto Para o Meu Coração Quando Eu Descubro Que a Ira de Deus é Realizada Por Que Deus é Poderoso Para Julgar os Homens

O Senhor é tardio em Irar-se, mas grande em poder - quantas vezes, diante de perseguições e da arrogância dos inimigos da cruz nosso coração ficou pequeno e nos sentimos reféns inseguros da situação. Quantas vezes, eu e você nos sentimos aparentemente desprotegidos e à mercê dos nossos inimigos? Muitas vezes, o agir de Deus em nosso favor pareceu demorar além da conta.
O profeta entendia que era necessário que Israel jamais duvidasse de Deus e confiasse no fato de que Deus é poderoso para cobrar a conta em favor do seu povo. Não se trata de ter alegria na destruição dos inimigos, mas não deixar o coração desfalecer por viver situações em que as saídas parecem ser poucas.
O profeta, segue com alguns versos ilustrando o poder de Deus em fatos da natureza que apontam para este grande poder de Deus.
O Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Ele repreende o  mar, e o faz secar, e mingua todos os rio; desfalecem Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano se murcha. Os montes tremem perante ele, e os outeiros se derretem; e a terra se levanta diante dele, sim o mundo e todos os que nele habitam (Nahum 1.3-5).
O poder de Deus faz com que o mais impetuoso vento não pode lhe deter e todas as nuvens são como a poeira que se levanta do pé dos viajantes. Eles eram testemunhas de como os rios secavam em algumas estações e os montes mais vistosos em vegetação, assim como as planícies também passam por temporadas de seca. Os vulcões e os terremotos eram resultados do poder de Deus.
O mundo e todos os que nele habitam - O profeta promove um pensamento sobre o poder de Deus que deveria levar o coração dos filhos do povo de Deus a pensarem que Deus estava por detrás de todos os grandes acontecimentos da existência. Inclusive, os homens e os seus intentos, incluindo os assírios ou qualquer outra nação. Tudo está debaixo do controle do poder de Deus, que há de trazer todas as ações dos homens a juízo, pois tem poder para reunir todos na terra para isto.
A Ira de Deus é uma mensagem que aponta para o poder de Deus para julgar toda a impiedade dos homens. O povo de Israel precisava saber que tudo o que estavam sofrendo não era algo fora do controle de Deus e para seu conforto, deveriam confiar nisto.
Quem pode suportar a sua indignação? E quem subsistirá diante do furor da sua Ira? A sua cólera se derrama como fogo, e as rochas são por ele demolidas (Nahum 1.6).
O apóstolo Paulo, em Romanos 1.18, nos diz que a Ira de Deus se revela do céu contra toda a impiedade e perversão dos homens e no capítulo 9, fala que Deus quis dar a conhecer o seu poder, revelando sua Ira, para que isso fosse motivo de nossa gratidão por que sua ira passou sobre nossas cabeças e recaiu sobre a cruz da graça de Cristo Jesus.
Que diremos, pois, se Deus querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, que para glória preparou de antemão, a fim de que também desse a conhecer as riquezas de sua glória, em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão (Romanos 9.22-23).
O povo de Deus deve considerar este grande poder de Deus para manifestar a sua Ira e julgar os pecados dos homens, tanto quanto devem considerar que fomos salvos da ira, por causa do mesmo poder que se manifestou zeloso para conosco, por causa da graça de Deus. Neste sentido, a mensagem da ira é conforto e consolo para nós que cremos.

A Mensagem Sobre a Ira de Deus Pode Produzir Conforto Para o Meu Coração Quando Eu Descubro Que Deus é o Único Refúgio Onde Posso Me Proteger

No verso 7, o profeta muda o tom de seu discurso, faz uma afirmação positiva sobre o amor de Deus. Até aqui, le demonstrou o poder da Ira de Deus e sua ação contra toda a impiedade. No caso dos Israelitas era necessário que entendessem que sua única saída era justamente confiar no Senhor como refúgio.
Nos dias do profeta Isaías o reino do norte tornou-se aliado de Rezim, rei da Síria (não confundir com Assíria) e se uniram contra a cidade de Jerusalém. O profeta vai ao encontro do Rei Acaz e lhe diz que não se intimide diante destes dois inimigos, que confiasse em Deus e o sinal da presença de Deus em Judá seria o nascimento de um filho da virgem, o Emanuel. Mas Acaz se negou a ficar somente confiado no Senhor e procurou aliança com o os assírios. Este acordo de Acaz com o Rei da Assíria trouxe o poder assírio para a região de Canaã e Israel foi levado ao exílio e, logo, a própria cidade de Jerusalém sofreria com o cerco dos assírios, seus “aliados”. Quem faz aliança com o pecado, logo será sua presa, pense nisto. 
Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado! Que descem ao Egito sem me consultar, buscando refúgio em Faraó e abrigo à sombra do Egito (Isaías 30.1-2).
Nenhum refúgio é seguro se não for em Deus. Eles não deveriam se refugiar apenas do poder dos seus inimigos, mas deveriam aprender a se refugiar para não serem alvos da própria Ira de Deus.
O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam (Nahum 1.7).
A mensagem do profeta levanta a retidão do caráter de Deus como a origem de sua indignação contra a impiedade dos inimigos, impiedade esta que o próprio povo de Deus também trazia em seu coração, por isso, tinha sido levado ao  exílio, contudo, diferente do ímpio, o  povo de Deus poderia agora se refugiar no próprio Deus para se proteger de serem eles próprios alvos da indignação de Deus.
O Senhor é bom - a profecia exalta a bondade de Deus o que aponta para a sua fidelidade pactual, ele cumpre suas promessas e guarda os seus. A mensagem sobre a Ira de Deus deve ser vista sob o prisma de quem é guardado dela, por causa do próprio caráter reto daquele que guarda a aliança.
É fortaleza no dia da angústia - Fiquei maravilhado em ver o paralelo deste verso com os versos anteriores. Perceba que na expressão “o Senhor é bom”, vimos o destaque para o caráter reto da fidelidade pactual do Senhor e agora, na expressão “fortaleza” destacamos o poder de Deus. Assim como o caráter reto de Deus é visto no fato de sua ira se voltar e manifestar contra os que se negam ouvi-lo e obedecê-lo e o seu poder de executar sua ira, da mesma forma, em paralelo, o seu caráter reto e o seu poder agem em favor do seu povo.
Conhece os que nele se refugiam - Neste ponto, a mensagem sobre a Ira de Deus que se desvia de nós é o maior consolo para qualquer pecador. O ponto central é nos refugiarmos em Deus. Quando a profecia usa a expressão “conhece”, devemos destacar o caráter distintivo do amor eletivo de Deus, que sabe fazer a distinção entre os que são dele e nele se refugiam.
Conclusão
Pensemos nos versos 8 a 10 como uma conclusão desta perícope selecionada para nossa meditação. Primeiro, quero que fique claro para você o que expusemos até aqui.
Tome os seguintes resumos: a Ira de Deus revela o seu caráter reto, portanto, Deus não deixará impune o pecado, isso nos serve de consolo primordialmente porque podemos esperar que Deus haverá de nos livrar de todos os que nos oprimem. Lembre-se também que falamos sobre o poder de Deus para executar juízo, ou seja, devemos considerar primordial que a Ira de Deus não é um mero revanchismo, mas uma ação concreta que revela o poder de Deus para julgar, lembrando-nos sempre de que fomos libertos da Ira também por causa do seu poder.
Por fim, pontuamos sobre o importante fato de que a mensagem da ira de Deus deve nos servir de alerta para que busquemos nele o refúgio, porque este sim é o grande poder ameaçador para todo homem. O poder dos maus é pequeno e temporal, mas o poder da ira de Deus tem consequências eternas.
Espero que estas pontuações estejam claras para os irmãos. Elas são muito importantes. Mas precisamos ir além dos resumos em nossa conclusão. Por isso, vamos aos versos 8 a 10.
Com trevas o Senhor perseguirá os seus inimigos - A Assíria estava satisfeita com seu poder temporal e com a “luz” que imaginava ter sobre os homens na terra. Mas não percebia que seu comportamento suscitava a ira de Deus e a afastava daquele que estava acima do seu poder temporal. Aproveite para aprender com o erro da Assíria e não deixe o seu coração se satisfazer em nada, absolutamente nada que não seja compatível com a sua busca pelo Senhor. As trevas serão sempre a marca de quem tenta vencer sem Deus, que se constituem inimigos de Deus, na medida que fazem do seu braço mortal a sua força.
Que pensais vós contra o Senhor - algumas vezes, inadvertidamente nos posicionamos contra Deus. Procuramos soluções contrárias à vontade de Deus ou desprezamos o  caminho que Ele propõe em sua palavra. Muitas vezes, como Acaz, desprezamos o conselho de Deus e buscamos refúgio em quem não  pode nos guardar, às vezes, nos refugiamos em nosso próprio pecado. Isso é pensar contra Deus e colocar-se em oposição contra ele. Lembre-se da retidão do caráter de Deus e do poder que tem de levantar sua Ira, tome cuidado para não agir como a Assíria.
Eles se entrelaçam com os espinhos e se saturam de vinho - Tome cuidado se você pensa que é possível se esconder de Deus. Entrelaçar-se com os espinhos não te salvará, pois Deus sabe a diferença entre o justo e ímpio, entre o que teme a Deus e o que não teme. Não é possível se esconder de Deus. O outro lado desta advertência é que não adianta fazer de tudo para esquecer que esta é a verdade. Não significa que porque você não deseja pensar nas consequências de seus atos que eles não as terão e que elas não sobrevirão sobre você. Ainda que você pareça se divertir como os que bebem, não é possível afugentar a ira de Deus só por meio do desprezo a ela.
Estamos falando de coisas muito, muito sérias e que todos nós deveríamos meditar em suas implicações diárias para a nossa vida. A mensagem sobre a Ira de Deus deve produzir um comportamento cheio de temor e por isso mesmo se tornar em uma mensagem de conforto para todos os que verdadeiramente desejam encontrar refúgio em Deus.