10 de março de 2019

1 Coríntios 13.1-13

O Amor Como Fator de Excelência da Vida
(Culto da Manhã – Março 2019 – IP Tatuapé)
1 Coríntios 13.1-13

Foco da Nossa Condição Decaída
O amor como aquela virtude que reveste o nosso viver da excelência do Reino de Cristo e como o fator que realmente revela nossa ligação com Pai é o que Paulo apresenta neste texto e nos conclama a buscar. A imaturidade e consequentemente carnalidade geram problemas e a falta de conformação da Igreja com se real chamado para ser o Reino de Cristo na terra. Este texto nos chama a rever os alvos existenciais e a própria vida em si e permitir introduzir na sua vida o fator de mudança e excelência do amor, que nos une a Deus e nos dá senso de eternidade.

Introdução
Quando Paulo decidiu escrever esta carta à Igreja de Corinto, sua preocupação com eles é que estavam confundindo suas capacitações em termos de dons com verdadeira espiritualidade. Eles não haviam compreendido o Evangelho no seu âmago e não haviam se dado conta de que receberam o Evangelho como crianças e não amadureceram espiritualmente. Eles estavam vivendo em contendas e buscavam seus próprios interesses e um, desejando sobressair-se mais que o outro. 
Paulo identifica estas fragilidades e lança-lhes um grande desafio de revisão pessoal. Ele os conclama a um processo de mudança, que só se iria operar caso trouxessem para sua experiência de vida um fator de excelência da vida cristã: o amor. 
Ele vê o amor como fator de transformação imprescindível. Ele vê o amor como a virtude mais significativa do Reino de Cristo. Para Paulo, como o próprio texto nos ensina: O AMOR É A VIRTUDE QUE DÁ SENTIDO A TODAS AS AÇÕES VIRTUOSAS; O AMOR É O QUE TORNA O HOMEM DE DEUS CAPAZ DE VENCER AS MAIORES DIFICULDADES DA VIDA; O AMOR É O SINAL MAIS CLARO DA MATURIDADE CRISTÃ.
Este texto é introduzido na carta por uma frase: 
E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente (1 Coríntios 12.31b).
Para essa sobre-excelência do amor é que somos chamados! Para este padrão de maturidade cristã e de sentido verdadeiro da vida é que somos convocados a mostrar neste mundo. O que precisamos não é vencer as pessoas, precisamos amá-las. Elas não precisam reconhecer as nossas capacidades, precisam receber o nosso amor. Quero convidar você a deixar a Escritura ler seu coração e te dizer o que é necessário para que você também seja assim transformado e conduzido à essa condição de sobre-excelência pelo amor.  

O Amor é o Fator Que Dá Verdadeiro Sentido a Todas as Virtudes e Obras da Vida Cristã
Esse ponto parece ser facilmente identificado nos três primeiros versos desta passagem. Todos os três são introduzidos pela expressão: ainda que... Claramente a intenção de Paulo não é desqualificar as práticas positivas que ele levanta, mas colocar o desafio de perceber que toda a vida virtuosa, para se preencher de verdadeiro significado do ponto de vista de quem serve ao Reino de Cristo, precisa ser uma ação revestida e transformada pelo fator de sobre-excelência: o amor.
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o do de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que eu entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará (Atos 9.36-37). 
Ainda que...– A estrutura que Paulo deu a estes parágrafos é bem simples e propõe uma reflexão sobre elevadas obras virtuosas e o seu real significado diante de Deus e de Cristo. Ele sempre termina o pensamento com a ideia de vazio. Paulo está convidando as mentes a perceberem que sua busca vivencial pode estar completamente equivocada, por estar baseada em promover sua vontade e não a de fazer a vontade de Deus. 
Este é o ponto que muitos de nós erramos, porque caminhamos com as virtudes e a obras virtuosas e não percebemos que essa nossa vida é completamente destituída de significado, por isso, certamente, é que tão comumente estamos tão entediados com a vida cristã. Tentando nos convencer de algo que é, em si vazio e insistindo e auto afirmar nossas virtudes, quando nos falta o principal. 
Se não tiver amor– toda a construção dos parágrafos é baseada nessa proposição: E NÃO TIVER AMOR. Ter aqui não é a simples posse de algo, mas o ser tomado por aquilo que dizemos possuir. Paulo está dizendo que nessas ações virtuosas o que realmente vale não é a ação em si, mas o que nos motiva, o que realmente estamos fazendo quando fazemos tudo o que está descrito.
Ainda que FALE A LÍNGUA DOS HOMENS E DOS ANJOS, se não tiver amor– isso será somente barulho. Pode ser fato sua capacidade, mas ela não constrói valores com Deus e no reino de Cristo. Claro que Paulo está trabalhando com categorias que lhe pareceu mostrar aos crentes de Corinto claramente onde estavam errando. Por isso, precisamos pensar sobre os nossos termos atuais e propor reflexão semelhante sobre o vazio de ações que, em si, são virtuosas, mas que nada possuem de verdadeira construção se ela não nos leva ao alvo: O REINO DO AMOR. 
Paulo, no capítulo 3, alertou os crentes de Corinto a edificarem vidas com coisas de valor, para que nossas ações sejam aprovadas no escrutínio e juízo de Deus. 
O vazio - bronze que soa; címbalo que retine; nada serei; nada aproveita –algumas expressões tem sempre o objetivo de nos mostrar o vazio de virtudes que não nos levam à real vontade de Deus: construir em nossa vida e através de nós: o seu Reino de amor. Paulo está propondo um sistema de valoração da vida que não está baseada na percepção do valor material do que fazemos, mas um sistema que busca encontrar nas motivações mais profundas o verdadeiro valor e no Reino de Cristo, sobretudo, o fundamento motivacional é AMAR.
Eu não tenho dúvida de que este é o problema mais central do Cristianismo também em nossos dias, ou seja, nós perdemos o foco e o sentido real de nossa vida cristã e nos permitimos a uma espécie de sentimento de auto satisfação com a miséria de uma vida sem sentido, um cristianismo pobre que nós pintamos de ouro, para esconder a fraqueza e a podridão de nossos corações. Infelizmente, mais comum do que gostaríamos, mas precisamos encarar com coragem, é o fato de que em boa parte das vezes, nós vivemos da aparência de cristianismo, de frases prontas, de atos mecânicos e o mais especial não buscamos. Nem sabemos realmente o que é amar, porque preferimos viver desamando. Vazio completo é o que Paulo diz que é essa vida assim. Antes de passar ao outro ponto, pensemos também sobre aquilo que Jesus disse: QUAL O VALOR DE AMAR SÓ OS QUE NOS AMAM?
O Amor é o Fator Que Dá Verdadeira Força Espiritual Para Vencer as Dificuldades da Vida
Os versos 4 a 7 forjam uma estrutura desafiadora, ele parece desejar fazer-nos pensar sobre o modo como o AMOR NOS FORNECE FIBRA PARA VENCER AS DIFICULDADES DA VIDA. 
O amor visto do ponto de vista afirmativo – O AMOR É...
O amor visto do ponto de vista negativo – O AMOR NÃO É...
O amor visto do ponto de vista afirmativo novamente – O AMOR É...  
O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor é: paciente, benigno– Aqui Paulo fala do amor definindo de duas formas. Primeiro ele nos fala do amor em sua capacidade de saber suportar as intempéries da vida. Segundo, ele fala do amor na sua capacidade de nos fazer lutar contra as intempéries da vida, uma vez que a paciência é reativa e a benignidade ativa. 
Uma pessoa pronta para a vida precisa ser capaz de agir nestes dois tons em relação às dificuldades próprias da vida. Pessoas infantis, sem fibra vivencial, não conseguem lutar para mudanças, muito menos receber os baques. Em geral, nestes casos, as pessoas partem para ferir as outras e a tentar provar o quanto os outros são ruins. 
Aqui estamos diante de uma convocação à reflexão sobre o fato de que o amor é este fator de  força que nos ajuda a receber golpes e resistir, ao mesmo tempo que nos fortalece para ação transformadora. 
O amor não: arde em ciúme, se ufana, ensoberbece, conduz inconvenientemente, não procura seus próprios interesses, exaspera, ressente do mal, não se alegra com a injustiça– Toda essa descrição do que o amor não é e não produz apontam para reações às dificuldades da vida que são uma espécie de autoproteção enganosa. Uma espécie de cortina de fumaça para nossa infantilidade existêncial e nossa pouca disposição à maturidade real.
Todos estes “não” do amor são um modo de Paulo dizer o seguinte: se você faz isto, você não sabe o que é o amor de Cristo que deve fluir em nossa vida e marcar a nossa capacidade de viver em um mundo caído, como filhos da luz que vão ser agentes de transformação.
O amor é: regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta– o amor aqui é pronto para lutar, para receber pancadas e permanecer em pé, para saber virar o jogo e trazer à realidade o que realmente deveria ser. O amor sabe esperar o momento certo e tem paciência para suportar até que esse momento chegue. 
Irmãos isso é muito sério, porque o imediatismo da nossa sociedade e o mimaditismo com que estamos nos acostumando a ser tratados com excesso de cuidados, ninguém pode fazer nada que já nos ofendemos, estão interferindo em nossa real capacidade de viver. Paulo está nos dizendo que o amor supera toda essa super fragilidade e nos ajuda a esperar o momento certo em que Deus irá revelar quem nos somos. Seja mais pronto para esse padrão de vida, pense bem sobre isso.
O amor é o fator que dá verdadeiramente uma capacidade sobre-excelente para vencer as dificuldades da vida.  
O Amor é o Fator Que Dá Verdadeiro Andamento ao Processo de Amadurecimento Vivencial
Aqui, neste trecho final, Paulo contrasta a perenidade e firmeza do amor com a fugacidade e fragilidade da vida imatura. Ele divide essa argumentação em duas partes, na minha maneira de ver: O amor perene em contraste com valores que são passageiros; e o amor agindo em mim conferindo qualidades de maturidade que me fazem permanecer firme e pronto para servir ao Reino de Cristo. 
O amar jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado (1 Coríntios 13.8-10). 
O amor jamais acaba – o que é em parte será aniquilado– veja que estas duas expressões do início e do final do trecho dão o tom do contraste. Amadurecimento é o ato de passar pelo tempo e atingir as qualidades próprias que a natureza potencialmente pode nos conferir. O homem maduro é aquele que consegue passar pela vida e no momento certo atingir o ápice de todas as potencialidades que sua natureza humana lhe possibilita desenvolver. 
Havendo – cessará, passará, desaparecerá- O amor aqui é aquela virtude que amadurecida se torna firme e constante e não sujeita às intempéries. Todas as demais, são qualificadas no texto como passageiras. Claro que por algum momento, as profecias, a ciência, as línguas tão preciosas para os coríntios, recebem o seu protagonismo, mas pessoas maduras não estão interessadas em valores que dão protagonismo passageiro, estão interessadas em coisas que produzem estabilidade. É a diferença que Paulo tratou no capitulo 3, entre: ouro, prata, bronze – feno, palha, madeira. 
Quando vier o que é perfeito– Paulo propõe o futuro como o momento em que o amor realmente se revelará o caminho sobremodo excelente. NO sentido de que devemos abandonar o imediatismo e desejar a perenidade que se constrói com o tempo. Ele diz: quando vier o que é perfeito – claramente apontando para o fato de que ainda não veio, mas virá. Aqui, ele usa expressões que dão dois pesos à afirmação: quando vier – propõe o futuro, como já dissemos, mas também propõe a certeza, ele virá. 
Do conceitual, Paulo parte para o prático e direto: 
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino, quando cheguei a ser homem, desisti da coisas próprias de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente, então, veremos face à face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor (1 Coríntios 13.11-13). 
Quando eu era menino – quando cheguei a ser homem– o objetivo de Paulo não é comunicar aos meninos para lhes dar umas palmadas. Ele deseja lhes comunicar para que desejem muito ser homens completos. O objetivo de Paulo é que todos cheguemos à esta estatura de varões perfeitos. Ele saiu do conceituial e foi para o direto e prático porque o objetivo dele não é fazer um tratado filosófico sobre o amor, o objetivo dele é que os crentes percebam e busquem o amor como o caminho para sua vida.
Fazia coisas de menino – desisti das coisas de menino– Paulo está dizendo que devemos buscar as coisas próprias da vida adulta com Deus, da maturidade cristã e deixar a vida infantil. Este é sem dúvida um desafio, mas uma necessidade que não podemos perder de vista. Enquanto ficamos brincando com os brinquedos da fé dos meninos, pessoas estão morrendo e nós estamos aqui, sem anda fazer. 
Agora e depois– uma coisa própria da infantilidade espiritual é a incapacidade de vislumbrar o que ainda está por vir. Porque os meninos estão preocupados com a brincadeira que podem ver agora, mas é próprio das pessoas amadurecidas ter o olhar no futuro e nas possibilidades da chegada à algum lugar. 
Conhecerei como sou conhecido- Num determinado momento da história, Paulo diz que amor e toda a luta dele para fazer a diferença e ser um fator de transformação e conformação ao Reino terá valido a pena. Este é o ponto mais alto da nossa maturidade com Cristo: ELE NOS MOSTRARÁ REALMENTE QUEM ELE É EM NÓS. 
Estes três – porém o maior é o amor– é sempre muito difícil interpretar essa frase. Mas acredito que podemos compreender que Paulo está nos dizendo que o amor é o fator transformador primordial que dá sentido à nossa fé, que nos faz olhar adiante com esperança. O amor é maior porque é ele quem permeia tudo e nos prepara realmente para tudo. 
O AMOR É O FATOR DE AMADURECIMENTO DA VIDA CRISTÃ QUE MAIS DEVE SER DESEJADO E BUSCADO.   
Conclusão
Um texto como este não deve ser lido como uma crítica, mas como uma chamada e um incentivo a que eu e você desejemos isso. Irmãos, precisamos com a máxima urgência rever realmente o nosso processo de amadurecimento na vida cristã. 
Precisamos viver em amor e fazer do amor um modo de vida, que nos empurre a um viver mais consistente. Toda essa atual fragilidade da igreja é uma triste revelação da nossa imaturidade e nossa egocentricidade exagerada. 
O amor é aquele fator que nos empurra a viver para fora de nós mesmos. Faz com que o crente não viva para si e deseje espalhar o reino de Cristo. Precisamos deste amor para nos fazer parar de reclamar, de ver os defeitos dos outros, de impor condições tão impróprias para que a nossa vontade seja feita. 
Caros irmãos, temos de estar prontos para sofrer as intempéries da vida e servir como pessoas de transformação. Para isso, precisamos dar verdadeiro sentido às nossas ações práticas. Não em busca de sermos mimados, mas de agirmos como verdadeiros filhos amadurecidos, que não buscam na fé cristã uma brincadeira de criança para se divertir, mas entende com seriedade que o Reino de Cristo está vindo sobre nós e já está aqui. Que nosso encontro com ele será o momento culminante da nossa realidade e seriamente enfrentaremos aquele dia com a consciência de alguém que seguiu o perfeito caminho.  

Oração
Senhor ensina-me amar como Cristo te amou e me amou! 

24 de fevereiro de 2019

Apocalipse 11.15-19

Viver o Dia a Dia Olhando Para o Dia Final

Apocalipse 11.15-19

Foco da Nossa Condição Decaída
O que este texto deseja é nos mostrar essa âncora escatológica da fé, como um pressuposto básico da vida cristã na presente a era. A era porvir é o ponto de chegada de todo aquele que confia no Senhor. Somos instados a viver, esperando, almejando e olhando para o Dia Final, como o primeiro dia da eternidade. Filhos de Deus devem possuir sede de eternidade e devem andar como quem sonha. Sempre, desde Gênesis 3.15, foi assim: ESPERAR O DIA DA REDENÇÃO DO SENHOR. 
Introdução
O texto que nos lê essa manhã é o significativo relato da sétima trombeta. A sétima trombeta é o anuncio final do processo histórico da presente era e o estabelecimento da era vindoura. O Anjo mostrou a João como o reino deste mundo se tornou definitivamente do Cristo de Deus e como os anciãos se prostram ante o seu reinado. 
Este acontecimento é seguro e certo; será o ponto de chegada de uma era diante do seu Senhor para dele receber a recompensa e será o ponto mais elevado de toda a promessa feita à Abraão, a aliança que foi chancelada com o sangue do propiciatório, que sempre esteve no céu, diante do Senhor.
Toda a Escritura tem uma proposta escatológica como modo de vida induzido pelo Senhor. Ele sempre nos chama a confiar. Fez assim com Adão e Eva, quando lhes prometeu um descendente que pisaria a cabeça da serpente; foi assim com Abrão, quando lhe prometeu uma grande nação; foi também assim com Moisés, quando lhe ofereceu a terra donde mana leite e mel; para Davi prometeu um trono eterno; aos profetas com as promessas messiânicas de um reino de paz e eterno... etc. 
Depois que Cristo veio ao mundo e sua vida foi entregue para nos resgatar definitivamente do poder da pecado e da morte, ele prometeu voltar e chamou seus discípulos a esperarem a sua volta.
O livro de Apocalipse é entregue à igreja de Cristo no transe mais agudo da sua história apostólica. João, o último apóstolo, a testemunha de Cristo, é levado a ter a visão da história. Nela, Deus lhe revela um controle absoluto sobre toda a história, escrita para a sua glória. A Igreja precisa confiar que Deus, no processo histórico está fazendo o que é o melhor e purificando a sua Igreja, prepararando-a para o encontro com o Noivo. 
Seis selos, mais um, mostram este controle histórico de Cristo, o Senhor da realidade. Seis trombetas mais uma, mostram a purificação por meio do juízo de Deus contra os pecados dos homens. Você notará que tanto o sexto selo, quanto a sétima trombeta são histórias à parte. São epílogos, para os quais há uma preparação especial. Por isso, é tão importante que se destaque isto. 
Estamos diante do último juízo de Deus e ele é de anúncio da era porvir. Ele nos prepara dizendo que toda a obra de purificação está feita e que finalmente o Reino será totalmente de Cristo. O último dos inimigos será vencido e a aliança de Deus com os homens terá alcançado o êxito final. 
O movimento que o Senhor deseja das nossas almas é o de esperança e de desejo deste Dia. Ele deseja que nos sintamos seguros, responsáveis por estar preparados e prontos a reconhecer com gratidão que tudo isso foi uma obra perfeita do nosso Deus. 
Esta manhã, vamos encontrar neste texto que nos lê um motivo para despertar nossa santidade e preparação para este dia. Vamos propor uma vida que torna cada dia um ponto de ligação com o último e derradeiro dia, o Dia Eterno e primeiro dia da ERA ETERNA DO REINO DE PAZ COM O SENHOR. 

Vivemos o Dia a Dia na Esperança do Dia Final Porque Temos Firme a Convicção da Fé Cristã de que CRISTO REINARÁ!
O Sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar (Apocalipse 11.15-17). 
O texto nos coloca diante do poderoso anjo que toca a última trombeta. Este anjo é descrito como o “anjo forte”. Um poderoso anjo do Senhor que espanta a visão de João, ele comanda o fechamento do último momento da história. Ele brada com voz de trovão, que produz sons de juízo que João é proibido de escrever. 
O anjo revelará o mistério de Deus e dá a João um livro para ser sua comida. O qual na boca era doce, mas quando digerido ficava amargo. Palavras de esperança, que exigiam uma reflexão muito amarga sobre a vida. Este é o principio mais elementar da Palavra e das promessas da Aliança. Pois Deus, nos fala de propósitos elevados e doces para a nossa vida, mas que precisamos enfrentar a vida com o destemor e com coragem, diante do amargor do pecado que está sendo retirado de nós. 
Depois de medir o santurário que é a Igreja, o Senhor começa o processo profético final. Suas testemunhas são mandadas para anunciar o doce e sofrer o amargo da preparação. Até que então, tudo está pronto e o anjo toca a trombeta. 
O sétimo anjo tocou a trombeta: o reino deste mundo passou a ser do nosso Senhor e do seu Cristo – A linguagem empregada por João para descrever os acontecimentos que se seguem ao início do fim é que o Senhor vem para o movimento final com todo o seu poder e as forças do mundo percebem que ele agora vem para lutar e vencer. O reino, o governo está totalmente sob o controle do Senhor e do seu Cristo. Quando afirma, do seu Cristo, enfatiza que é aquele escolhido, o ungido das nações, a quem foi dada toda a autoridade no céu e na terra. Ele realmente assume a cena e toma todas as atenções no final, no dia da sua volta. 
O reino passou a ser  - O texto nos fala em uma linguagem de segurança, que indica que é uma certeza indelével, firme e concreta. O reino está firmemente nas mãos do Senhor e do seu Cristo. Ele rege as nações para o Pai e as conduz à redenção para o Pai. 
E ele reinará pelos séculos dos séculos– Aqui, a intenção é conduzir o coração da Igreja a pensar sobre a segurança eterna que nos é aberta no governo total do Senhor sobre a realidade. Agora, este novo governo não terá mais fim e será glorioso para sempre. 
Os anciãos prostraram-se diante do rosto e adoraram a Deus– estes que eram o sinal dos remidos de Deus no Velho e Novo testamento, que se achavam diante do trono, se levantam dos seus tronos, diante do trono central do poder de Deus e se curvam, ante a glória que lhes é revelada no poder do governo total de Cristo, eles adoram a Deus. Em reconhecimento oferecem a Deus um poema: 
Graças te damos, Senhor Deus, Todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar– este poema tem duas partes principais, essa é a primeira, onde eles se mostram maravilhados com o surpreendente poder do Cristo, com o qual veio revelar o último momento da presente era. Eles afirmam este poder de várias formas: todo poderoso; cuja existência eterna, desde os primórdios deixava clara seu poder; mas que agora, ele revelava um espetacular poder, antes nem pensado e ao assumir o controle total do momento final, ficou claro quem era o Senhor.  
Irmãos, toda essa linguagem dos versos 15 e 16 são para nos fazer confiantes e certos de que de fato nada poderá resistir ao Senhor. Esse deve ser o mais completo motivo para nosso Dia a Dia estar focado, voltado e sendo instrumento de preparação para o Dia Final, a certeza de que o poder do Cristo será revelado e mostrado certa sua vinda e o seu governo final sobre todas as coisas. 
Eu e você precisamos considerar mais atentamente como estamos nos preparando para aquele dia. Eu e você precisamos ser mais cuidadosos, pois não é sábio que sejamos indolentes e inconsequentes com a nossa vida e não podemos perder tempo diante de algo tão grande e sério que está para acontecer, especialmente porque pode acontecer neste minuto seguinte. 

Vivemos o Dia a Dia na Esperança do Dia Final Porque Temos Firme a Convicção da Fé Cristã de que todos RECEBEREMOS DELE A RECOMPENSA!

Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, assim aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra (Apocalipse 11.18)
Seguindo este pensamento sobre a volta de Cristo e o grande poder que ela revelará. Os anciãos cantam a segunda parte do cântico. Ela revela a consequência do preparo e do despreparo dos homens em relação à Cristo e a sua volta.
AS nações se enfureceram, chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos– os homens que se rebelaram contra Deus, aqueles que não perguntaram por ele, não se lembraram dele e viveram como se ele não fosse o Senhor, agora percebem que estarão diante dele, ficam enfurecidos. Eles sabem que o Senhor vem para lhes requerer os talentos, mas eles enterraram e venderam suas preciosas vida ao pecado. O encontro deles com a Ira não lhes trás arrependimento, mas raiva contra o Senhor, porque sabem que ele vem para lhes julgar e condenar. 
Para destruir os que destroem a terra– o texto segue o modo peculiar do hebraísmo de quiliasmo. Que é começar com um tema, passar para outro e voltar ao mesmo tema. É um modo de encapsular o principal conteúdo e explica-lo à luz do que está ao redor. Deixe-me explicar: o tema ao redor é a morte e o juízo dos ímpios, pelo grande poder da ira do Cordeiro. Bem, o ponto central que João quer comunicar não é o que o Senhor fará aos ímpios, mas aos crentes que estão no conteúdo central do quiliasmo. Contudo, este ponto central deve ser considerado mais ainda, em relação e em comparação ao conteúdo ao redor, isto é, o fato do Senhor derramar tanta ira sobre os ímpios que destroem a terra deveria ser motivo para que os crentes estivessem mais certos ainda do seu caminho no Senhor. 
Para se dar galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, assim aos pequenos como aos grandes– este é o núcleo desejado como foco e ênfase neste texto: a salvação e a recompensa que o Senhor dará aos seus servos, por saberem construir uma vida com Deus no seu dia a dia, esperando a volta do Senhor. 
Aqui, precisamos reforçar nosso desejo de viver para o Senhor, pensando exatamente sobre isto: que tudo valerá a pena, porque um dia receberemos o galardão do Senhor, enquanto os demais serão completamente destruídos pela Ira do Cordeiro. 
Viver o Dia a Dia à luz do Dia final é um ato que exige a paciência da espera, mas também a esperança gloriosa de que tudo tem uma razão: Cristo e sua volta, quando, então, tudo se revelará e seremos recompensados por viver por fé e não por vistas. 

Vivemos o Dia a Dia na Esperança do Dia Final Porque Temos Firme a Convicção da Fé Cristã de que temos uma ALIANÇA INVIOLÁVEL COM O REI!

Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada (Apocalipse 11.19). 
Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu-Essa última parte, parece um tanto enigmática. João fala em uma linguagem que indica surpresa, como se diante de tudo que está acontecendo, em uma ação repentina o céu tivesse se aberto e uma surpreendente revelação lhe foi feita. Como se Deus estivesse agora revelando o que havia dito no verso 7, do capítulo 10: foi revelado o mistério de Deus aos seus profetas. 
Foi vista a arca da aliança no seu santuário– a arca havia se perdido da história do povo de Deus, quando os babilônicos tomaram o templo do Senhor e Israel e Judá foram deportados ao exílios nos dias de Daniel, Jeremias, Ezequiel. Mas, o texto nos diz que a arca sempre esteve diante de Deus. Portanto, o que o texto nos diz é que os valores da aliança de Deus sempre estiveram diante do Senhor. Talvez este seja o memorial que MALAQUIAS diz que Deus tem diante de si, que lhe faz lembrar dos seus justos dizendo: ELES SERÃO PARA MIM UM PARTICULAR TESOURO NAQUELE DIA QUE PREPAREI(Malaquias 3.7). 
Relâmpagos, vozes de trovões, terremoto e saraivada– estes sons e abalos apontam para o modo como os céus reagem à essa realidade. Em alguns textos, quando os anjos louvam e ou festejam, o que os homens ouvem são os trovões (Ap 10.3). 
Em outras palavras, a visão da Arca da Aliança traz sobre todos um grande júbilo. O mistério revelado é o amor pactual de Deus por seus filhos e a certeza de que Ele nunca os deixou de amar. O propiciatório e o sangue derramado sobre a Lei, que esconde o juízo da Lei e revela o amor da graça do sangue do Cordeiro, estão sempre diante de Deus, no seu santuário e ele jamais se esquecerá de que firmou com Abrão uma aliança e nós todos somos filhos da aliança. 
Meus irmãos, nossos dias devem ser vividos nessa convicção profunda de que temos uma aliança inviolável com Deus, protegida pelo maior de todos os poderes, o poder glorioso do amor invencível de Deus. Deus tem guardado por você tudo o que é ele precisa para constantemente lembrar de que você pertence a Ele. 
Este é um motivo sério para vivermos os nossos dias para o Senhor, esperando aquele dia final. Maranata.  

Conclusão

Estes versos que nos lêem essa manhã, sabem que precisamos de fé  para viver os nossos dias. Esse foi o motivo porque Deus conduziu seu apóstolo a nos dar estes textos, a nossa fé precisava ser iluminada por eles. 
Considere, meu amado irmão, que o fim de uma viagem deve determinar cada passo do percurso. Cada decisão que tomamos no percurso de uma viagem deve sempre estar ligado ao ponto de chegada. Cada rua que entramos, cada pequena viela, cada paisagem e cada momento mais difícil da viagem tem como propósito, chegar ao destino. 
Reveja o percurso que você está traçando! Acho que talvez você esteja perdendo tempo demais em pequenas voltas sem sentido, curvas indevidas e paradas inapropriadas, porque está se esquecendo de que vivemos neste mundo para um dia nos encontrar com Jesus. 
Você deve se lembrar de que a história da presente era é só uma preparação para aquele Dia e que cada Dia, no seu dia a dia, conta de fato como parte da sua preparação para Aquele Dia. Como é que você está se preparando hoje? 
Se o Dia Final começasse agora, e a trombeta fosse soada neste minuto, como está a sua preparação? Não tema, entregar a Deus todos os seus dias, não temas, porque enquanto ele lança seu juízo contra os que se esquecem dele, ele está preparando as recompensas para os que lhe entregam a vida. 
Hoje, é um dia para e pensar, nAquele grande terrível dia, o Dia do Senhor. 
Oração
Pai, coloca um selo sobre os nossos olhos e nos faça ver a eternidade todos os dias, mude nosso coração e faça-o querer, amar e esperar intensamente aquele Dia. Maranata! 

17 de fevereiro de 2019

Mateus 4.23-25

Seguir a Cristo é Caminhar do Caos ao Shalom
(Culto da Noite – Fevereiro – IPT)
Mateus 4.23-25

Foco da Nossa Condição Decaída
O texto adiante de nós neste sermão é representativo de como o ministério do Senhor Jesus foi realizado em meio ao caos da queda humana. Aqui, ele percorre as cidades e tira homens e mulheres de uma profunda situação de caos. Esta noite, nossa meditação focará em ver que este convite de Jesus aos discípulos para o seguirem, foi para uma viagem em meio ao caos, com a finalidade de aprenderem que é assim que o Reino se espalha, levando ao deserto a água da vida. Considere atentamente que este é o chamado da Igreja, seguir a Cristo e ver o deserto se transformar em lugar fértil, ver o caos ser vencido pela paz. 

Introdução
Vimos na última semana que Jesus chamou os seus discípulos e eles tudo deixaram e seguiram a Jesus. Homens diferentes como a dupla Simão e André, que estavam tentando ganhar o seu sustento e João e Tiago que tratavam de consertar as redes para se preparar para novas batalhas. Eles não se importaram em deixar tudo e seguir a Jesus. 
Mas, quando Jesus lhes anunciou o convite para seguirem e se tornarem pescadores de homens, logo em seguida ele lhes mostraria como seria essa pescaria. Ele lhes mostraria que a pescaria não aconteceria em um belo balneária de águas cristalinas com os mais lindos peixes e visões paradisíacas ao redor. 
Jesus, antes, os convida a seguirem para dentro do caos da vida humana, para dentro do mais profundo da queda da humanidade e ir até ai resgatar homens e mulheres escravizados e destruídos pelo pecado. Gente cuja vida estava em trevas, aquilo que Isaías declara: 
Mas, para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade (...) o povo qe andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região das sombras da morte, resplandeceu-lhes a luz (Is 9.1-2). 
Sim, foi o profeta Isaías quem tanto proclamou esse caminho do Messias no deserto humano, trazendo vida onde há morte. Foi ele quem anunciou que água brotaria no deserto e os vales de morte se tornariam férteis e cheios de árvores. 
Meus irmãos, este é o chamado de Cristo para os seus discípulos para serem os conduzidores da luz para o meio das trevas, aqueles que irão caminhar pelos lugares mais destruídos da vida humana e levarão a paz, a edificação, a nova vida etc. Eu e você precisamos compreender essa natureza do Reino, essa natureza iluminadora do Reino, essa natureza salgadora, preservadora, diferente do Reino... 
Eu e você precisamos ter em mente que este é o nosso verdadeiro chamado como IGREJA DO REI. NÃO VIEMOS A ESTE MUNDO APENAS PARA FAZER CULTOS, mas para fazer dos nossos cultos o lugar da cura para os corações destruídos, aqueles mesmos que nós chamamos a Cristo e os convidamos para verem como é que nós seguimos, amamos, servimos e adoramos ao Senhor.  
Agora, então, eu te convido a compreender sobre este chamado e a olhar Jesus fazendo o seu trabalho. Exatamente como Ele o fez é o que os seus discípulos deverão aprender para fazer. Não somente aqueles quatro dos versos anteriores, ou os demais oito, que havia chamado, mas todos nós, que somos seus discípulos resgatados das trevas para fazer brilhar a sua luz entre os homens. 
Caminhe com Jesus e mire-se no seu exemplo. 


Como Discípulos Que Imitam Jesus Levando Pessoas do Caos à Paz – Precisamos Ter a Ousadia e a Coragem Para Ir Aonde o Caos Está

Há algo magnifico na História da Redenção que diz respeito a essa afirmação desse subtítulo, que é o fato de que Deus propôs uma redenção em que Ele não só nos convoca a subir ao céu, antes, Ele vem às nossas trevas para nos resgatar. 
Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando as sinagogas pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo (Mateus 4.23). 
Percorria toda a Galiléia– começar o seu ministério na Galiléia foi uma maneira de dar sentido à profecia de Isaias e por isso mesmo, Jesus, na sinagoga na Galiléia citou o profeta Isaías afirmando: 
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração a vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor (Lucas 4.18-19). 
Toda sorte de doenças (nosón) e enfermidades (malakian)- Galileia era a terra em trevas de que fala o profeta. Ela era a terra por onde a luz chegaria à Israel. O texto nos diz que ele percorria toda a Galiléia e ia ao encontro de pessoas com profundos problemas. A expressão nos leva a pensar em quantidade e extensão terrível do sofrimento que todos estavam vivendo: TODA SORTE DE DOENÇAS E ENFERMIDADES. Ele usa duas palavras que poderiam ser definidas como DOENÇAS INCURÁVEIS e a outra FRAQUEZAS. 
Meus irmãos, Jesus anunciou o seu reino trazendo SHALOM à estas vidas em CAOS. Mas para isto, ele precisou adentrar e caminhar em meio ao CAOS destes lugares e conhecer, ver de perto e sentir o mau cheiro dessas doenças. Do que é que estamos falando aqui?
Estamos falando da ousadia que os discípulos precisam ter para adentrar a essas lagoas fétidas para pescar seus peixes, para lançar suas redes em meio a este lixo. Precisamos entender que a nossa missão tem a ver com o mundo caído para dentro do qual o Senhor está nos enviando. 
Este ministério INTRAMUNDANO, que nos faz ir buscar pessoas com muitas chagas. Claro que não se trata apenas da literalidade dessa busca, mas, devemos dizer que, algumas vezes sim. Algumas vezes precisamos literalmente entrar nestas trevas para resgatar pessoas. 
Esta manhã, saindo para a caminhada matinal fiquei tão tristes ao ver um grupo de meninas, para mim, meninas mesmo. Início de um dia e estavam bêbadas, talvez drogadas, se expondo de forma triste na rua. Suas roupas denunciavam não ser moradoras de rua ou pessoas largadas, mas seu comportamento denunciava uma profunda tristeza e uma morte presente na alma. 
Nem sempre será assim literalmente, mas precisamos conhecer, saber e olhar para o nosso mundo. A igreja não pode ser um mero quadro na paisagem para que os outros vejam e nos interpretem. Precisamos dizer o que eles precisam saber, porque estão morrendo e estão tristes, afundados em trevas. Famílias que não sabem o que é paz, que vivem no caos, nossos vizinhos e até mesmo parentes. O que vamos fazer, deixa-los assim. 
Jesus não deixaria! Ele iria, como foi, para dentro destas trevas e anunciaria o que precisam saber. 

Como Discípulos Que Imitam Jesus Levando Pessoas do Caos à Paz – Precisamos Ensinar a Vida aos Que Só Conhecem o Caos

O texto nos diz claramente que JESUS ENSINAVA e PREGAVA. Portanto mais que óbvio que isso é muito importante. Mas, antes de falarmos sobre isso, vamos parar para inquirir essa estratégia de Jesus: TANTA GENTE SOFRENDO, TANTA GENTE ATORMENTADA, NÃO SERIA INTERESSANTE PRIMEIRO OS CURAR PARA DEPOIS OS ENSINAR. PORQUE É QUE O TEXTO NOS MOSTRA UM CAMINHO CONTRÁRIO A ESSA LÓGICA? 
Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando as sinagogas pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo (Mateus 4.23). 
Ensinando (didasko) e pregando (kerisso)– Meus irmãos, a nossa maior enfermidade é a nossa falta de compreensão de quem é Deus e o Seu Reino. A Igreja é antes de tudo, uma agência que apresenta o reino por meio da sua mensagem e da sua vida. Nós somos aqueles que alertamos aos homens que eles estão engados e se se enganando mutuamente, com sua vida materialista, cheia de equívocos, vivendo no mundo de Deus sem Deus, não percebendo sua glória, antes se dedicando corpo e alma à idolatria, que não é só meramente religiosa, mas especialmente por ter um coração que não ama a Deus. 
O Evangelho do Reino– o Evangelho do Reino é o anuncio de que Deus está aqui, que age onde estamos e que é possível ter comunhão com Ele por meio do seu Filho Jesus. Que Jesus veio restaurar a vida, restaurando a comunhão com o Pai. Dando luz para que, no mundo, possamos a ver aquilo que está tão claro: DEUS AQUI. 
Irmãos, não podemos nos esquecer que antes de qualquer coisa, nosso trabalho é fazê-los conhecer este reino, para que possam perceber suas chagas e quão fazias estão as suas vidas. Precisamos nos dedicar a abrir os olhos de um maior número de pessoas sobre isto.
Ensinar era marcante no ministério de Jesus e este é o ministério da Igreja. Logo a seguir o nosso texto é o Sermão da Montanha e logo no verso 2, nos diz que o grande ministério de Jesus era ensinar os seus discípulos. Mas veja como é que termina o Sermão: 
Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhas da sua doutrina, porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas (Mateus 7.28-29). 
Ele levou os seus discípulos para o verem ensinando, para aprenderem com ele, afim de ensinarem a outros. Eles caminharam com o Mestre e todos que estiveram com ele tinham a mesma opinião:ele tem autoridade
A Igreja precisa ser doutrinariamente firme, teologicamente consciente, preparada para dar ao mundo a razão da sua fé. Mas, precisa saber mostrar às pessoas o que isso representa como liberdade da sua prisão: ISSO É EVANGELHO do reino. A Igreja precisa ilustrar com a própria vida a sua doutrina. 
Irmãos, levantemos aqui em nossa Igreja este edifício majestoso: COLUNA E BALUARTE DA VERDADE, sirvamos à verdade e sirvamos a verdade ao povo. Ensinar e pregar com autoridade. 

Como Discípulos Que Imitam Jesus Levando Pessoas do Caos à Paz – Precisamos Confiar Que a Cura Pode se Espalhar e Atingir Grandemente Até Onde Parece Ser Impossível

O texto nos dá uma ideia de que o trabalho de Jesus era muito exaustivo, o terreno estava completamente devastado pelo caos, mas era necessário confiar que há cur para tanta podridão. 
E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos; endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou. E da Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e dalém do Jordão numerosas multidões o seguiam (Mateus 4.24-25).
Toda a Síria – Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e dalém do Jordão – Jesus começou na Galiléia, mas logo a PAZ começou a se espalhar e de todos os lugares pessoas vinham para encontrar essa paz. 
Quando os apóstolos começaram a pregar, muito no começo da igreja, isso ficou evidente. Pois o PODER DO EVANGELHO fez o seu trabalho e as multidões estavam se rendendo a Jesus. Nós precisamos confiar nesse PODER DO EVANGELHO. 
Muitas vezes somos tímidos, porque confundimos as nossas forças com o Evangelho. O poder do Evangelho não está em nós, está na mensagem que ELE ANUNCIA, está em Deus que é poderoso para fazer de pedras filhos de Abraão.
Todos os doentes – várias enfermidades e tormentos – endemoninhados e lunáticos – paralíticos-  Há sempre quem pense que o trabalho é grande demais para a Igreja e é! Mas não é grande demais para o PODER DO EVANGELHO DO REINO, nem para O PODER DO REI. 
Nós somos a Igreja do Rei, nós somos os DISCÍPULOS DO REI, nós estamos aqui a seu serviço e Ele é quem vai na frente deste exército que ensina e prega, que entra para dentro deste mundo caído e anuncia a paz. 
Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação e diz a Sião: O TEU DEUS REINA! (Isaías 52.7). 

Conclusão

Meu Deus jamais deveríamos duvidar daquilo que o EVAGELHO DO REINO É CAPAZ DE FAZER. Jamais deveríamos limitar o poder de Cristo ao poder da Igreja, jamais deveríamos desistir ou desanimar, jamais deveríamos permitir que outras prioridades assumissem o controle da nossa vida.
Como podem aqueles que tem o EVANGELHO QUE TRAZ PAZ AO CAOS, se calarem? 
Multidões o seguiam– Igreja Presbiteriana do Tatuapé, por favor, irmãos, CONFIEM NISTO! ESPEREM, DESEJEM, BUSQUEM, OREM POR ISTO! 
Deixemos de viver longe do Senhor. Temos uma grande obra para fazer e não é falta de dinheiro que pode nos impedir, ou tarefas demais. Tenham todos os seus dias ocupados, mas jamais deixe de se ocupar com o Reino do Senhor. 
Qual é a sua parte, oque foi que Senhor te deu para trabalhar. Você não pode se omitir, porque multidões estão vivendo em caos e eles precisam da PAZ. 
MAS, ANTES de terminar preciso falar algo muito importante! 
Algumas vezes, vemos essa mensagem e olhamos para as multidões que estão fora da igreja, caminhando mortas em seus pecados. Mas, precisamos, antes de ir resgatá-los, pensar em nós mesmos! Estamos vivendo do modo em que JÁ DESFRUTAMOS DA PAZ?
ANTES DE QUALQUER COISA, veja se esta paz que excede todo o entendimento, já é uma realidade em sua vida. Esta noite, peça a Deus que lhe dê essa paz, para que você a possa repartir. 
Não estou perguntando se você sabe algo sobre esta paz, mas esta paz é a marca da sua vida! Você entendeu muito bem! Esta noite é noite de paz! Noite de paz para  nós que estamos prontos para servir a Jesus. 
Queira Deus encher esta igreja com a sua paz e usá-la para espalhar a paz neste mundo tão cheio de caos. 

Oração
Dá-nos coragem para isto, Senhor! Dá-nos a ousadia e invadir as trevas para resgatar pessoas! Dá-nos autoridade do ensino e na pregação, com nossoas próprias vidas lavadas, ilustrando o Evangelho! Dá-nos fé, confiança e o poder do Evangelho aja em nós e por meio de nós! Amém.