10 de março de 2013

Mateus 20.1 a 16


Lutando Para Alegrar-se Na Justa Recompensa
“Os últimos serão primeiros e os primeiros serão últimos”.
Mateus 20.16
INTRODUÇÃO
De onde surgem tantas discussões e tantos irmãos e irmãs desistindo do trabalho na seara do Senhor? Por que somos tomados de surpresa com irmãos e irmãs que se cansaram e estão frustrados com o desempenho da Igreja? Por que tão poucos são os que realmente carregam o piano na seara do Senhor?
Estas perguntas já fizeram e fazem parte das minhas mais difíceis perguntas sobre o ministério pastoral. Lendo a parábola da vinha aprendi um pouco mais sobre estas coisas e desejo compartilhar com todos vocês as respostas que encontrei.
Também desejo compartilhar com vocês estas verdades porque acredito que isto poderá lhes ajudar a seguir mais firme na seara do Senhor e a disporem mais sua vida para a obra.
Desejo também que os irmãos encontrem paz em sua caminhada e desfrutem da alegria e o prazer que residem no compromisso de viver para o Senhor.
Uma única mensagem não será o suficiente para lhes convencer. Por isto, oro para que o Senhor faça essa grande obra na vida desta igreja que precisa tanto de seus trabalhadores.

SE VOCÊ DESEJA SE ALEGRAR NA JUSTA RECOMPENSA QUE DEUS LHE DARÁ, APRENDA A SE ALEGRAR NA ALEGRIA DO SENHOR – ATITUDE DE ADORAÇÃO
Caminhando no texto, perceberemos que a parábola insistirá em nos apresentar o Reino dos Céus focando o dono da casa.
Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha (Mateus 20.1).
Neste verso, percebemos que o “reino dos céus” é explicado através da figura de um dono de casa que sai para chamar trabalhadores para a sua vinha. Embora o texto discorra a respeito de vários homens que são chamados ao longo da jornada do dia, estes chamados e escolhidos são, nesta parábola, apenas coadjuvantes do reino, o ponto central é a figura do dono da casa.
Portanto, é muito importante que você considere este aspecto como uma das maneiras mais significativas de compreender o que está acontecendo no seu relacionamento com Deus, no que diz respeito à sua vida no Reino. O primeiro conselho que podemos extrair deste ensino de Jesus é que a Justa Recompensa é uma medida estabelecida e concedida pelo “dono da casa”.
A questão toda do texto se dá na maneira equivocada como os primeiros trabalhadores compreenderam o seu papel no reino e o próprio reino em si. Eles haviam ingressados no trabalho da vinha, pensando em si mesmos. Por isso, não conseguiram receber com alegria a sua recompensa, ao contrário, mesmo tendo sido recompensados ao logo de todo o dia, não eram capazes de se alegrar na alegria do dono da casa, antes, egocentricamente fecharam-se em si mesmos e se frustraram por sentirem-se explorados e mal recompensados.
Muitas partes desta parábola apontam para a grandeza do Senhor, do Dono da casa. Eles é quem toma a iniciativa de chamar trabalhadores, que, doutra sorte, estariam ainda desocupados. Ele também é quem lhes oferece trabalho na sua vinha. Por fim, ele é quem ajusta o preço.
Ao final, uma palavra de repreensão às reclamações dos que se sentiram injustiçados:
“amigo, não faço injustiça; não combinaste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te, pois quero dar a este último tanto quanto a ti. Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos, porque eu sou bom?” (Mateus 20.13 a 15).
Eis um ponto em que muitos erram. NO que diz respeito ao Reino de Cristo, estão concentrados demais em si mesmos. Vivem o reino, a partir da foco dos seus interesses pessoais.
Mas, se você deseja lutar para receber a justa recompensa, ajuste o seu foco primeiro aprenda a lutar pelo Senhor e não por você mesmo.

SE VOCÊ DESEJA LUTAR PARA SE ALEGRAR NA JUSTA RECOMPENSA QUE DEUS LHE DARÁ, APRENDA A SE ALEGRAR NO PROVEITO DOS IRMÃOS – ATITUDE DE COMUNHÃO
O desenvolvimento do texto relaciona a chamada daquele dono de casa para os desocupados, concedendo-lhes a oportunidade de trabalho.
E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a avinha. Saindo pela terceira hora, viu, na praça, outros que estavam desocupados e disse-lhes: ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo. Eles foram. Tendo saído outra vez, perto da hora sexta e da nona, procedeu da mesma forma e, saindo por volta da hora undécima, encontrou outros que estavam desocupados e perguntou-lhes: porque estivestes aqui desocupados o dia todo? . Responderam-lhe: porque ninguém nos contratou. Então, lhes disse ele: Ide também vós para a vinha  (Mateus 20.2 a 7).
Esta relação nos chama a atenção para um detalhe. Estes trabalhadores estavam todos eles “desocupados”. Este é um aspecto que os ligava uns aos outros. Outro ponto é que o Senhor, se compadeceu de sua situação e lhes ofereceu trabalho, a condição de serem úteis.
Especialmente, para os últimos que foram chamados, o diálogo mostra que a oferta de trabalho era um ato de misericórdia e fora feita com o objetivo de oferecer uma condição de utilidade aos trabalhadores e não pela vinha em si.
Afinal, os últimos trabalhariam tão pouco, que possivelmente sua falta nem seria sentida. Contudo, por misericórdia da sua situação de desocupados, aquele Senhor os contrata e envia para a vinha.
A reclamação dos primeiros é procedente, quando trabalhamos competindo e nos comparando com os outros e sua eficiência. Entretanto, aparentemente, lhes faltou a sensibilidade para alegrarem-se no fato de que eles não eram mais desocupados, assim como os demais.
Se você deseja ter alegria em tudo o que recebe de Deus e nas suas maravilhosas recompensas, desenvolva um espírito de alegria que o leva a se satisfazer na alegria dos outros e compartilhá-la.
Um coração autocentrado não será capaz de corresponder ao chamado do Evangelho que é um chamado para servir ao outro. Para viver e lutar pela alegria do outro e não a sua própria.
Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne (Filipenses 1.23 e 24)
Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros (Filipenses 2.4).
Note o exemplo do apóstolo Paulo e perceba a atitude de abnegado amor ao outro. Ele vê o interesse e o progresso do outro como o alvo do seu ministério. Perceba como isso é completamente diferente do modo como muitos vivem para Deus, sempre na esperança de eles próprios alcançarem as graças de Deus.
Esta é uma atitude de comunhão que revela muito sobre quem você é e o que é o Reino para você. Esta atitude muda substancialmente as premissas que fazem você trabalhar na obra e o modo como você recebe suas recompensas. As maiores recompensas que receberemos no Reino Glorioso estarão ligadas ao nosso amor e entrega pelos nossos irmãos aqui na terra.

SE VOCÊ DESEJA LUTAR PARA SE ALEGRAR NA JUSTA RECOMPENSA QUE DEUS LHE DARÁ, APRENDA A QUE A RECOMPENSA CONSISTE NO DAR E NÃO NO RECEBER
Enfim, desejo observar como último aspecto, um fato que os primeiros trabalhadores não perceberam, eles não perceberam quer o trabalho que prestavam a sua grande recompensa.
Ao cair da tarde, disse o senhor da vinha ao seu administrador: chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até os primeiros. Vindo a os da hora undécima, recebeu cada um deles um denário. Ao chegarem os primeiros, pensaram que receberiam mais; porém também estes receberam um denário cada um. Mas, tendo-o recebido, murmuravam contra o dono da casa, dizendo: estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia (Mateus 20.8 a 12).  
Este texto está inserido em um contexto maior. Um contexto em que Mateus está tratando do modo como as pessoas esperam ser recompensadas no Reino. Você poderá ler no início do capítulo e ler a história do jovem rico que considerou as riquezas deste mundo, mais importantes que as da eternidade.
Em seguida, Jesus oferece uma lição sobre sobre aprendermos a deixar tudo para receber uma recompensa na vida eterna. Aí ele insere o dito: muitos primeiros serão últimos e últimos primeiros.
Logo após o nosso texto  Mateus apresenta a questão da briga dos filhos de Zebedeu e do pedido da mãe deles para que sejam colocados à direita de Jesus no Reino. Ele aproveita o pedido para nos oferecer a grande lição que no Reino, o maior é o que serve.
Então, você perceberá claramente que este tema de todo este grande texto do Evangelho não tem haver com chegar primeiro ou em último, não é uma corrida para ver quem chega na frente, mas para quem é colocado em posição de trabalho pelo outro.
“Tendo recebido” murmuravam. Os primeiros trabalhadores não perceberam que a grande recompensa foi a de terem sido chamados pelo dono da vinha para serem úteis na sua vinha. Veja que o texto afirma que eles receberam, mas sua atitude mostra que o foco egocêntrico não lhes permitiu perceber os privilégios que tinham recebido.
Eles tinham sido privilegiados ao receberem a incumbência de fazer a maior parte do trabalho do Senhor e não perceberam o grande privilégio que isto significava. Fora-lhes dada a compaixão de servirem mais, mas não desfrutaram da glória do servir. Seus corações se perderam em seus egoísmos.
Você deseja se alegrar nas recompensas de Deus, perceba todas as oportunidades de se afadigar na obra e dar a sua vida para a construção de um reino. Eis o grande privilégio: servir.

CONCLUSÃO
Somente consigo concluir chamando você a considerar os privilégios que Deus lhe dá de ser útil na obra do Senhor. A melhor atitude se deseja desfrutar da plena alegria que é a recompensa que o Senhor nos dá, é a atitude de se entregar para fazer a obra do Senhor.
Só consigo entender que você não desfrutará desta alegria quando permitir que um egocentrismo, que o faz mais focado em suas próprias coisas, o afastar da beleza da glória que há em ser útil na seara do Senhor.
Uma denúncia contra isso foi Jesus quem fez quando disse a Pilatos no momento da sua condenação: Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim (João 18.36). É a mudança de pensamento que nos conduzirá à alegria. Aqueles que desejam apenas receber se frustram, se decepcionam, se afastam e se entristecem. Os que servem, se comprazem na Alegria do Senhor, na Alegria do Próximo e reconhecem o Privilégio de Servir, possuem a alegria que vem do alto.

APLICAÇÃO PARA A IGREJA PRESBITERIANA DE VILA FORMOSA
Se você tem alguma dúvida do que Deus espera para você aqui em nossa igreja, espero que tenha sido eliminada. Você não foi chamado para ser servido, mas para servir. Você não foi chamada para uma Disneylândia da fé, mas para um combate.
A alegria da sua alma reside no fato de que você deve se conscientizar de que a sua maior necessidade é a de ser útil. O quê? Você ainda está desocupado? O Senhor te chama para a sua vinha e você precisa dispor-se, antes que seja tarde e pouco mais de uma hora lhe reste para ser útil.
Quero convocar a todos os que se acomodaram a ver a banda passar, para tocar na banda, se é que me entendem! Convido e os convoco a erguerem seus arados e voltarem a olhar para frente.
No temor do Altíssimo e dAquele que nos chamou e nos recompensará!
Amém!



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Toda mensagem escrita é apenas um registro. O sermão bíblico de fato é único, como um rio que passa e muda a cada instante. Um sermão só pode ser pregado uma única vez. Caso seja repetido em outro púlpito, ainda que use os mesmos registros, será outro, por várias razões: a) o pregador nunca é o mesmo, pois está sendo transformado a cada mensagem que prega; b) os ouvintes são outros; c) o Espírito é o mesmo, mas é dinâmico e aplica o que quer aos corações.
Obrigado por ler estes pequenos e falhos esboços!